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Brina MacConnell assiste a uma reunio de ex-alunos do colgio. 
Passaram-se dez anos e a vida de todos mudou muito. Em especial 
Thomas, um antigo amor adolescente de Brina: O rapaz tmido e 
desengonado converteu-se em um homem espetacular 
fisicamente, e alm de tudo milionrio... Se Brina quer recuperar 
seu antigo amor dever competir com todas as suas antigas 
colegas que querem conseguir to bom partido. 

Disponibilizao: Nadia Bruna 
Traduo: Gisa 

Reviso Inicial: Keilla 
Rev Final e Formatao: .Alexandrina. 



Logo e Arte: Suzana Pandora 

Tiamat - World 

CAPTULO 1


 
Brina MacConnell deslizou os ps dentro dos sapatos de salto 



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de doze centmetros que pareciam gritar beije-me o traseiro! e 
amarou as pequenas tiras nos tornozelos. Os sapatos eram 
vermelhos e pareciam que os tinha encontrado no armrio de uma 
puta bem vestida. Brina adorava esses sapatos que faziam com 
que chegasse a medir quase um metro e setenta de centmetros. 
Faziam que suas pernas parecessem longas e finas  algo com o 
que toda baixinha sonhava, e que todas as garotas altas tinham 
garantido. 

 Ficou em p e com a agilidade de uma mulher acostumada a 
equilibrar seu peso sobre saltos agulha e se dirigiu ao espelho. 
Ela colocou as mos sobre as mariposas de seu estmago e se 
olhou criticamente da ponta dos ps at a escura cabeleira. O 
convite indicava um vestido semiformal de coquetel e o seu 
vermelho sem mangas era perfeito. Era simples e bsico e se 
agarrou s curvas que ela desenvolveu depois do colegial. Seu 
cabelo castanho escuro, suavemente ondulado, descia at a 
metade de suas costas, pintou os lbios de uma profunda cor 
vermelha e delineou os olhos castanhos com o delineador. Tinha 
um aspecto dramtico e um pouco extico e a maior parte do 
tempo estava contente com a mulher em que se converteu. Salvo 
essa noite. Essa noite quando olhava a si mesma, via a pequena, 
lisa e mirrada adolescente a que seus companheiros chamavam 
duende.  obvio, isso s tinha acontecido quando se lembravam 
dela, a maior parte do tempo s a ignoravam, como se nunca 
tivesse existido. 

Brina se dirigiu  mesa de cabeceira e pegou o convite que 
havia sido enviado  seu gabinete em Portland. As palavras 
Instituto Gallinton, classe de 1990 estavam impressas na parte 
de acima da folha. Os eventos do fim de semana estavam 
ordenados na parte de baixo, comeando com o coquetel e baile 
dessa noite. A reunio terminava com o jantar de domingo. 

 Brina no se surpreendeu de que o grupo do comit da 
reunio do instituto tivesse elegido o fim de semana de ano novo, 
em lugar de um mais tradicional em algum ms do vero. O 


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pequeno povo de Gallinton Pass vivia da temporada de esqui e no 
podia recomendar nada mais que a promessa da melhor neve em 
p, o povo parecia estar fechado no vero. Com o intento de 
atrair o maior nmero de dlares possveis dos turistas. Ano 
Novo em Gallinton Pass era sempre um grande acontecimento. 

 Em algum lugar do salo de baile, os companheiros de Brina j 
comearam a se reunir, fazia mais de meia hora. Graduaram-se 
78 em seu curso e se perguntava quantos apareceriam. 

 Sabia que algum no viria, sua melhor amiga desde a nona 
srie, Stephaine, que agora vivia no leste do Texas e acabava de 
dar  luz a sua segunda filha. No havia como ela deixar a sua 
recm-nascida, e trazer um beb at Gallinton, no era uma 
opo que Stephaine sequer consideraria. No para visitar um 
grupo de meninos que antes a tinha ignorado a ela tambm. 

 Em Gallinton Pass no existia a classe mdia. Havia ricos e 
no ricos, e no havia muitos entre ambos. Havia aqueles que 
possuam uma loja na vila e os que trabalhavam para eles. Brina e 
seus amigos tinham pertencido aos ltimos. 

 O convite lhe caiu das mos  cama. Estava comparando e 
sabia disso. Era uma investigadora privada na firma de Cane, 
Foster e Morgan. Em sua vida profissional procurava pessoas 
desaparecidas que no queriam ser encontradas e desenterrava 
fatos que melhor teria sido deixar enterrados. No princpio 
investigava infidelidades, mas agora passava quase todo seu 
tempo procurando pessoas e coisas desaparecidas ou fraudes de 
seguros. Em mais de uma ocasio, ela teve que enfrentar a pais 
que no queriam pagar pela manuteno de seus filhos ou maridos 
que queriam seguir desaparecidos. 

 Brina tomou o xale vermelho e o envolveu nos cotovelos. 
Tinha tido que voltar para casa para sentir-se insegura de si 
mesmo, mas tinha que ir. Tinha que lhes ensinar que era algum. 
Que no era a menina insignificante que havia feito qualquer 
coisa para sentir-se includa no grupo. A garota que perdeu algo 
importante quando o tentou. 


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 Agarrou sua pequena bolsa de seda e sem deter-se frente ao 
espelho para dar uma ltima olhada, saiu da habitao 316 para a 
recepo do hotel Timber Creek. Desceu no elevador at o 
primeiro andar e assim que se abriram as portas escutou os 
rudos da festa que vinham da esquerda, enquanto que a sua 
direita os esquiadores relaxavam ao redor da chamin.

 Brina se aproximou da recepo. A fila se reduzia a um 
homem e sua esposa grvida, assim esperou a que terminassem, 
antes de mover-se e olhar aos olhos de Mindy Franklin, a chefe 
das animadoras e a representante da classe. Mindy ainda era 
bonita a sua maneira, como se ainda pudesse saltar e pedir que 
todos mostrassem seu esprito escolar. S que agora em sua 
identificao punha Mindy Burton. Obviamente tinha se casado 
com seu amor de juventude, o presidente da equipe de esqui e 
futuro herdeiro do Timber Creek, Brett Burton. 

 Seu nome? 

 Brina no esperava que se recordasse dela. Desde a 
formatura tinha crescido, seu peito aumentou e finalmente seu 
traseiro se desenvolveu.

 Brina MacConnell.

 Mindy ficou com a boca aberta.

 Brina MacConnell? No teria te reconhecido! 

 Demorei para florescer. 

 No  a nica, espere at ver o Thomas Mack. 

 Mindy deu o seu carto de identificao. 

 Mas provavelmente o veja todo o tempo, no era seu 
namorado?

 Sim, por um breve espao de tempo Thomas Mack tinha sido 
seu namorado, mas antes daquilo haviam sido amigos desde o 
primeiro grau. Em sua mente apareceu a imagem de um menino 
com grandes olhos azuis e grandes clios negros. Sempre foi alto 
para sua idade, to magro que seus ossos se sobressaam e to 


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preparado que lhe ofereceram uma bolsa de estudos para as 
melhores universidades do pas. 

 Ela colocou a identificao no vestido e respondeu. 

 No, no vi ao Thomas desde o colegial. No, desde que o 
abandonou pelo Mark Harris,o musculoso e popular zagueiro.

 Durante onze anos ela e Thomas, tinham sido bons amigos. 
Durante seis meses do vero e outono de 1989 foram algo mais, 
mas durante os ltimos dez anos no tinham se falado. No desde 
a noite em que ela disse Sim e arruinou sua relao com o 
Thomas por um tipo como Mark. Graas  Deus tinha crescido e 
ao longo do caminho, aprendeu que se sentia perfeitamente tal e 
como estava. 

 Antes estivera um pouco deslumbrada. Em uma cidade do 
tamanho de Gallinton, o zagueiro e capito da equipe de esqui era 
uma celebridade local. Mark era algum e se fixou nela.

 Ela no quis ferir Thomas, no quis perd-lo, e foi a sua casa 
aquela noite esperando que pudessem permanecer como amigos. 
Devia conhec-lo melhor. A noite terminou com ele. Thomas deu 
lhe um olhar frio e disse: Voc sempre quis se sentar na mesa 
grande. Esta  sua oportunidade. Mas no espere que eu esteja l 
para recolher os pedaos. No estarei . E no estivera. 

 Justamente um ms depois, Mark a abandonou e Thomas 
continuou com sua vida. Depois disso, cada vez que estavam na 
mesmo local a olhava como se fosse uma estranha.

  Suponho que ele  muito bem sucedido agora. 
Quem? 

 Thomas Mack. Comeou criando uma companhia de 
software e recentemente ouvi que a vendeu por milhes.

 Bem, pensou Brina. Thomas sempre disse que seria milionrio 
quando chegasse aos trinta. Parece que o conseguiu. Um excludo, 
um jovem cujos pais morreram quando era um beb. Um menino 
que foi criado por seus avs que o amavam, mas com pouco 


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dinheiro para manter a um menino, isso tinha feito a diferena. 
Seria bom v-lo outra vez. 

 Acredito que o verei por a. disse Brina e se dirigiu  sala.

 A sala estava decorada com bandeiras e globos brancos 
espalhados pelo cho. Em um dos lados mais afastados montaram 
um cenrio decorado com bandeirolas brancas e glitter prata. 
Uma banda j tinha montado os instrumentos, mas por agora o 
cenrio estava vazio. 

 Sobre mais ou menos de uma dezena de cavaletes haviam sido 
postas diferentes fotos da turma de 1990. As pessoas se 
reuniam ao redor de cada um e recordavam os gloriosos dias do 
instituto. Brina no se incomodou em olhar as fotos. Sabia que 
provavelmente no estaria em nenhuma delas. 

 As enormes janelas que iam do cho at o teto, davam a uma 
pista de esqui com declives acentuados, denominada muito 
apropriadamente como A passarela. Os cristais refletiam de 
forma ondulada s pessoas que havia dentro e Brina se esforou 
em olhar para cima, ainda podia ver que estava nevando l fora. 

 Caminhou ao redor das mesas colocadas no permetro da sala 
e divisou algumas caras que recordava. 

 No bar, pediu um gim-tnica a um homem desajeitado e com o 
cabelo revolto. Seu olhar ia de mesa em mesa, em seguida, parou 
em um grupo prximo  fonte de champanhe. Conhecia-os. 
Conhecia-os da banda da classe. Com exceo de um. 

 Como se tivesse notado seu olhar, o homem que no era capaz 
de reconhecer,girou a cabea e a olhou, um pequeno 
formigamento se uniu s mariposas de seu estmago.

 Seu cabelo era escuro e curto, ao contrrio dos homens que 
ele tinha em torno dele, parecia como se ainda fosse precisar 
pentear-se durante muitos anos mais. No podia ver a cor de 
seus olhos, mas eram profundos e um pouco intensos enquanto a 
olhavam. Tinha as bochechas amplas, sua mandbula era 
absolutamente quadrada e o traje azul escuro, rodeava aos 


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ombros, com a perfeio que s um impecvel traje  medida 
poderia faz-lo. O homem em questo puxou de lado o palet 
quando enfiou a mo no bolso da cala. A camisa branca se 
ajustava perfeitamente a seu peito e a gravata azul estava presa 
por um alfinete de ouro.

 Brina ergueu o copo aos lbios. O marido de alguma 
afortunada, pensou, at que seu descarado olhar se deslizou 
sobre ela, tocando seus lbios e pescoo e detendo-se em seus 
seios. Normalmente, teria se ofendido por esse olhar descarado, 
mas no sentiu como se estivesse lhe olhando com um interesse 
puramente sexual, mas sim a olhava com certa curiosidade, como 
se a estivesse analisando mais que inspecionando. Mas quando 
seus olhos se moveram para seus lbios e suas pernas,em seguida, 
comearam o lento processo de percorr-la com o olhar at em 
cima, e um apreciativo sorriso apareceu na curva de sua boca, ela 
esteve a ponto de engasgar-se com um pedao de limo que havia 
em seu copo.

 Possivelmente no tinha sido um marido depois de tudo. 
Provavelmente alguma garota, tinha rogado a um grande homem 
que a acompanhasse est noite. Ou alugado a um modelo de roupa 
interior. Brina tambm pensou nisso, mas no final no o fez , 
porque no teria se sentido bem, consigo mesma.

 Brina MacConnell?

 Brina desviou sua ateno do homem e olhou  mulher que 
estava em p na frente dela. Imediatamente reconheceu os 
claros olhos verdes e o longo cabelo castanho.

 Karen Johnson, como est?

 Ela e Karen tinham sido presidente e vice-presidente das 
futuras donas de casa da Amrica, juntas e se embebedaram 
com o vinho caseiro do pai de Karen em mais de uma ocasio.

 Karen abriu os braos e ps a mo sua barriga saliente.

 Grvida do terceiro  disse. 

 Terceiro?! Pensou Brina, ela s tinha tido duas relaes 


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srias, desde o ensino mdio e nenhuma durou mais de um par de 
anos. 

 Com quem se casou? 

 Como? riu Karen.

 Brina no soube o que responder a isso. Pensou que Merda! 
no seria apropriado, assim em seu lugar perguntou. 

 Viu ao Thomas Mack? Ouvi que est aqui essa noite.

 Karen olhou a seu redor, e ento assinalou ao modelo de 
roupa interior. 

 Ali est. 

* * * 

 Thomas Mack soube o momento exato em que Brina 
MacConnell se deu conta de quem era ele. Seus olhos se 
arregalaram e sua boca se abriu, antes de ver como os lbios 
femininos formavam as palavras: Oh meu Deus, est de 
brincadeira?! antes desse momento, no tinha tido nenhuma 
pista. Ele mudou desde o colegial e ela tambm. Ela tinha se 
desenvolvido e ficou ainda mais formosa que qualquer garota que 
tivesse conhecido.

 Recordou a primeira vez que a viu, foi o primeiro dia de 
escola e recordava seus grandes olhos de cor parda e seu enorme 
cabelo. Sempre teve muito cabelo, o qual fazia com que 
parecesse ter uma cabea muito grande para seu pescoo. 

 Tambm recordava a primeira vez que lhe comprou um 
presente. Tinha sido na terceira srie, depois de que lhe 
tivessem tirado as amdalas. Tinha-lhe comprado um sorvete azul 
que lhe custou um quarto de dlar e que se derreteu enquanto o 
levava casa dela. 

 Recordou o dia em que seu co Scooter morreu, haviam feito 

o funeral do grande labrador preto e o modo em que sustentava a 

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Brina, enquanto esta chorava como se nunca fosse parar. Thomas 
tinha treze anos e no chorou, mas quis faz-lo. Esse foi tambm 

o dia em que se deu conta das mudanas no corpo dela pela 
primeira vez. Estava a sustentando, tratando de atuar como um 
homem e no chorar pela perda de seu co. E enquanto ele estava 
lutando contra si mesmo, as suaves mos dela se agarraram a ele, 
atravs de sua camiseta e seus pequenos seios se apertavam 
contra seu torso e ele quase ficou louco, enquanto tratava de no 
pensar nela nua. Recordou haver-se afastado dela lhe dizendo 
que fosse para sua casa ,porque seus soluos lhe faziam sentir 
pior. 
Ela partiu e nunca soube que no foi seu pranto o que lhe 
tinha levado a mand-la embora, e sim a repentina dor seca em 
seu peito e o palpitar no interior de suas coxas. Desse dia em 
diante, Brina MacConnell lhe tinha torturado e ela nem sequer 
ficou consciente disso. 

 No at o vero de seu segundo ano da escola secundria, 
quando Thomas decidiu que era o momento de fazer algo sobre 
seus sentimentos por ela. Estavam com um grupo de amigos no 
cinema The reel to reel, quando se inclinou sobre ela e a beijou 
pela primeira vez, justo na metade do filme Rain Man. Ela no 
foi a nica garota que lhe tinha quebrado o corao, mas lhe levou 
vrios anos e algumas quantas namoradas mais para superar Brina 
MacConnell.

 Desde que abandonou Gallinton Pass dez anos atrs. Thomas 
tinha visto e feito muitas coisas. Ganhou uma bolsa integral para 
Berkeley e como se graduou no colgio com crditos de sobra, 
pde comear no segundo ano. Trs anos mais tarde se graduava 
em finanas e informtica. Quando terminou foi contratado pela 
Microsoft, mas logo descobriu que trabalhar para algum no era 

o que queria, e depois de algum tempo ele e dois amigos 
comearam sua prpria companhia de software, Biztech. 
Desenvolviam programas para predizer negcios e as tendncias 
do mercado. No princpio ele adorava seu trabalho, mas conforme 

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ia crescendo, cada vez o desfrutava menos.

 O dia que Biztech foi parar na bolsa, recordou por que deixou 
de trabalhar para a Microsoft. A companhia j no lhe pertencia 
e preocupar-se pelo mercado de aes no era algo que ele queria 
fazer para o resto de se vida. Assim cinco meses antes tinha 
vendido sua parte da companhia e sado dela completamente.

 Tinha 28 anos e dinheiro o suficiente, para viver muitas vidas 
e pela primeira vez no tinha metas nem objetivos. Entendia 
perfeitamente as histrias sobre mdicos ou advogados que 
deixavam suas bem-sucedidas carreiras e se tornavam cowboys 
ou pilotos. Mas enquanto que dirigir o gado e pilotar carros no 
lhe chamava a ateno, sim  ideia de trabalhar como consultor. 
No tinha muito claro o que queria fazer, mas tinha tempo para 
pens-lo. 

 George Allen, vendedor de utenslios cirrgicos, primeiro 
trombone da orquestra e o engraado da turma, fez uma 
brincadeira e todo mundo a seu redor comeou a rir. 

 Durante toda sua vida, Thomas tinha trabalhado duro para 
triunfar e nunca olhou para trs. No at que abriu a carta da 
reunio da escola. Quando leu pela primeira vez o nome da Brina 
na lista dos que estariam l, sentiu curiosidade por ela. Ele se 
questionou se ela estaria gorda e teria cinco filhos. E quanto mais 
se perguntava, maior a curiosidade ficava.

 Sendo completamente honesto consigo mesmo, parte das 
razes pelas que estava ali essa noite, era para ver se ela ainda 
podia fazer com que seu peito se encolhesse quando a olhava. Se 
sua viso lhe daria um n na garganta.

 No o fez. 

 Levantou sua bebida enquanto olhava a Brina atravs do 
cristal de seu copo. Ela virou  esquerda e olhou por cima do 
cabelo de Karen Johnson. Ento sorriu com uma feminina 
inclinao de sua boca que lhe tinha torturado, desde a oitava 
srie at o segundo ano. Um mistrio feminino que fazia com que 


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ele ficasse sem respirao e que suas mos lhe doessem por 
poder toc-la. Recordava as vezes que estando no quarto dela, 
em sua casa ou sentado na velha cadeira de balano de sua av, 
tinha estado to duro que se perguntava o que Brina faria se 
soubesse. Se ele tivesse pegado sua mo e lhe deixasse sentir o 
que ela fazia com ele. Havia se tornado louco de desejo e isso 
porque nunca chegou a fazer algo mais alm de beij-la. 

 Thomas terminou sua bebida enquanto George contava outra 
piada, esta sobre uma mulher e um peixe, e outra vez, Thomas foi 
a nica pessoa que no riu. Ele no precisava golpear seu peito ou 
degradar a algum para sentir-se homem. Possivelmente no 
tivesse perdido sua virgindade at seu primeiro ano de 
universidade, mas tinha aproveitado o tempo perdido e 
honestamente no podia dizer que tivesse estado com alguma 
mulher que cheirasse a pescado. Riu do que isto significava e 
francamente, o fazia perguntar-se sobre o calibre das mulheres 
que George tinha conhecido. 

 Falaremos mais tardedisse e se dirigiu para o bar.

 Algumas pessoas pensariam que Thomas no tinha senso de 
humor. Tinha-o, mas tinha crescido, e ele j tinha sido o objetivo 
de muitas brincadeiras, para rir agora com elas.

 Pediu um usque com gua, e virou-se e seu olhar caiu sobre 
Brina, que se moveu para situar-se diante dele. Sua cabea lhe 
chegava  altura da boca, e deslizou seu olhar para os olhos de 
cor cinza esverdeada que conhecia to bem. 

 Ol, Thomas  disse. 

 Sua voz no soava igual. Era mais grave, feminina. Mais de 
mulher que de menina. 

 Ol, Brina. 

 Est sozinho esta noite?

 Esta noite e todo o fim de semana. 

 Tinha pensado em trazer a alguma mulher. Sua ltima 


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namorada era modelo de lingerie para Victorias Secret. 
Mantinham a amizade e sabia que lhe teria acompanhado se o 
tivesse pedido.

 Graas a deus! disse e soltou uma suave risada Pensei 
que ia ser a nica solteira. 

 George Allen est sozinho. 

 Exceto que tivesse mudado muito, no me surpreende  
Brina sacudiu um pouco a cabea Est esplendido, Thomas. No 
te reconheci a princpio. 

 Ele a reconheceu no mesmo segundo que entrou na sala. 

 Eu mudei aps o colegial. 

 Eu tambm. Cresci seis centmetros. 

 No era tudo o que nela tinha crescido e Thomas manteve o 
olhar em seu rosto em lugar de percorrer o corpo de sua antiga 
amiga com o olhar. Que era justamente o que queria fazer. No  
que sentisse paixo por ela, mas ainda lhe picava a curiosidade. 
Esse crescimento que tinha mencionado tinha conformado um 
bonito par de seios e fora de toda curiosidade, no lhe importava 
muito lhe tirar o vestido e jogar realmente uma boa olhada. 
Enrugou as sobrancelhas e tentou pensar em outra coisa. O 
tempo. A poltica mundial. Quem ganharia a taa Stanley esta 
temporada? Qualquer outra coisa, menos pensar em despir  
nica mulher que lhe destroou o corao. 

CAPTULO 2

 Brina estudou os srios olhos azuis de Thomas e inclinou 
a cabea. Exceto pela cor de seu cabelo e de seus olhos, o homem 
que estava frente a ela no se parecia muito ao desajeitado 
menino de seu passado.

 No se sabe disse em um esforo de cercar 
conversao mas todo mundo est falando sobre ti esta noite. 


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 Ele levantou uma sobrancelha. 

 De verdade? O que dizem? 

 No sabe?

 Thomas o negou com a cabea e bebeu um pouco. 

 Bom  comeou, dizem que  mais rico que Donald Trump 
e que estas saindo com o Elle Mcpherson e Kathy Ireland de uma 

vez. 

 Devo ser melhor do que pensava.

 Pela primeira vez desde que lhe viu essa noite, Brina 

observou como os cantos de seus olhos se enrugavam no que 
podia ser um gesto de diverso. 

 Mas sinto desiludir  todo mundo, nada disso  verdade.

 Hmm...isso significa que o outro rumor provavelmente, 
tampouco  certo. 

 Qual? 

 Pois o pior que pode ser em uma cidade como esta.

 Os lados de seus lbios se curvaram. 

 Algum diz que sou gay? 

 No, pior. Dizem que te tornaste democrata. 

 E nesse momento sorriu. Comeou como uma lenta curva de 
seus lbios e terminou em um gesto de prazer. 

 Deus me livre!

 Comeou a rir, primeiro com cautela e depois com um rico e 
profundo som masculino que saa de seu peito e que conseguia 
fazer com que nela despertassem as mariposas do estmago e lhe 
pusesse um arrepio. 

 Eu no gostaria que a NRA1 viesse armada at mim. 

1 NRA = Associao Nacional do Rifle. 


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 O humor que denotavam seus olhos, fez que sua cara se 
transformasse de simplesmente formosa a totalmente 
devastadora. 

 No  Pde dizer Brina de uma vez que seu olhar percorria 
seu rosto, do nariz at o profundo sulco situado em seu lbio 
superior No quereria que acontecesse isso. 

 Como esta sua famlia? perguntou. 

 Bem  conseguiu dizer de uma vez que lhe olhava 
fixamente. Ela tinha deixado a este menino pelo Mark Harris. Em 
que demnios tinha estado pensado? Nenhum de ns vive ainda 
por aqui. 

 Aonde vive agora? 
Portland.

 E enquanto lhe falava sobre seu trabalho, procurou em sua 
cara algum rastro do menino que tinha sido, mas no pde 
encontr-lo. Fisicamente a semelhana era pouca. Seus olhos 
ainda eram azuis anil e suas pestanas eram grossas. As 
bochechas j no eram ocas e o cabelo escuro estava talhado por 
cima das orelhas, as selvagens ondas tinham sido domadas. 

 Quando lhe voltou a olhar, o perguntou. 

 O que estas olhando, Brina?

 A ti  respondeu, perguntava-me se agora conheo algo 
de ti. 

 Duvido-o. 

 Isso no  bom. Recorda o vero que passamos caando 
bruxas e vampiros no bosque?

 No 

 Fizemos lanas e estacas de madeira.

  verdade. Recordo-o  disse, enquanto as luzes da sala se 
atenuavam, e voltaram sua ateno ao cenrio. Quando o foco 
iluminou o decorado branco e o glitter prata, de repente era 


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como se fossem as primeiras neves do inverno. 

 Ol, a todos!, Sou Mindy Franklin Burton  anunciou do 
cenrio. Bem-vindos  reunio escolar da turma de 1990 do 
Instituto de Gallinton Pass. 

 Todo mundo aplaudiu, exceto Brina que tinha um copo na mo. 
Olhou a sua esquerda e viu que Thomas tampouco o fez. E de 
repente, perguntou-se por que Thomas teria vindo. Desde que 
podia recordar, ele sempre havia dito que quando se fosse de 
Gallinton, nunca mais retornaria. Uma vez lhe perguntou se no 
viria v-la, e Thomas lhe respondeu que melhor seria se fossem 
juntos.

  Em 1990, escutvamos ao Robert Palmer, New Kids on 
the Block e U2  continuou Mindy. 

 Thomas no, recordou Brina. Ele ouvia a Bob Dylan e Eric 
Clapton. 

 George Bush foi renomado o quadragsimo primeiro 
presidente e Lucille Ball morreu na idade de setenta e sete anos. 
Na televiso vamos Cheers e a lei dos Anjos e quando amos ao 
cinema vamos Aracnofobia e Ghost. Em nossa

 Os pensamentos de Brina se voltaram para o homem alto, 
vestido com um impecvel traje junto a ela. E uma vez mais se 
perguntou por que teria voltado, depois de jurar que no o faria. 
Possivelmente, como ela, veio para mostrar a todo mundo que no 
era algum insignificante, que tinha obtido xito na vida, mas 
Thomas nunca deu importncia ao que os outros pensavam dele. 
Na verdade, ela nunca tinha conhecido a ningum a quem lhe 
importasse to pouco impressionar a algum, mas tinham 
acontecido h dez anos, e as pessoas mudam. Ela o tinha mudado, 
tanto quanto ele. 

  em 1990 continuou Mindy nossa equipe de futebol 
chegou s estatais e nossa equipe de esqui conseguiu ganhar em 
todos os torneios. 

 O celular de Thomas vibrou dentro do bolso do casaco e ele o 


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tirou para responder. Em voz baixa comeou a falar ao telefone.

 Como se sente? O que disse? OH  fez uma pausa e 
enrugou as sobrancelhas. O conectou ao porto como lhe disse? 
Sim, a esse a av derramou sua sobremesa no teclado? Claro 
que isso  um problema que? Espera um minuto  olhou para 
Brina Estou seguro de que te verei ,antes que termine o fim de 
semana disse e ento com o telefone em uma mo e sua bebida 
na outra saiu da sala.

 Brina voltou o olhar para o cenrio. A ltima vez que tinha 
estado na sala de festas do Timber Creek tinha sido na noite da 
promoo do natal. Vestiu-se de vermelho tambm naquela noite. 
Um vestido vermelho de cetim que sua me lhe fez com um 
tecido que tinham comprado na fbrica de Judy. Ela colocou 
flores no cabelo e seu parceiro, Mark Harris, um smoking preto. 

 Brina esteve apaixonada por Mark durante anos, mas entre 
eles nada aconteceu, at que sua namorada, a Rainha da Promoo 
e chefe das animadoras, Holly Buchanan, deixasse-lhe duas 
semanas antes do baile, quando ele a notou e lhe pediu que o 
acompanhasse  festa. Eles saram juntos algumas semanas, at 
que Holly estalou os dedos e Mark voltou correndo pr ela. Brina 
se sentiu deplorvel.

 E como se pensar lhe fizesse materializar-se, Mark Harris 
apareceu diante dela. Olhou o nome que ela tinha posto na 
etiqueta e sorriu.

 Demnio? 

 Ela franziu o cenho no momento em que ele jogava a cabea 
para trs e ria. Sempre tivera os dentes mais brancos que ela 
jamais tinha visto, e depois de dez anos, no tinha mudado muito. 
Seu cabelo loiro se tornou de uma ligeira cor castanha e tinha 
umas poucas rugas ao lado de seus olhos verdes, em todo caso, 
tornou-se mais bonito com a idade. Sua gravata verde combinava 
com sua camisa, embainhada em sua cala de cor cqui. No era 
to musculoso como ela recordava, mas mesmo assim, estava 
bastante bem. 


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 Mindy continuou falando, a sala aplaudiu algo que havia dito e 
Mark Harris segurou Brina pelos ombros e olhou nos olhos dela. 

 Deus, voc est maravilhosa! disse ele com um sorriso 
perfeito no posso acreditar que te deixei pela Holly, eu devo 
ter sido um idiota.

 Parecia-se tanto ao que ela tinha estado pensando sobre o 
que tinha feito com o Thomas, que riu. 

 Foi-o, mas no seja muito duro contigo mesmo. Holly era 
uma Barbie, andante e falante  sacudiu a cabea Sempre 
pensei que se casariam.

 Nos casamos e logo nos divorciamos  disse como se no 
fosse nada importante e Brina se perguntou quantos de seus 
companheiros de classe, teriam se casado e divorciado.

 Veio sozinha? perguntou. 

 Sim. 

 Que sorte, eu tambm. O sorriso lhe chegou at os 
olhos Vem, vamos falar com alguns dos meninos. Todo mundo 
est morrendo de vontade de saber quem voc , mas ningum 
acertou. Colocou a mo sobre as costas de Brina e adicionou 
Ningum te reconheceu quando entrou ento lhe viram falar com 

o Thomas Mack e pensaram que era seu acompanhante. No o , 
certo? 
No.

 Brina olhou ao redor da sala e viu Thomas falando com uma 
mulher alta e loira, dentro de um apertado vestido preto. No 
havia equvoco, Holly Buchanan, a rainha do baile. Desde que 
conseguia recordar, Holly tinha sido loira e bonita. No tinha 
passado por nenhuma fase embaraosa ou feia, era como se 
houvesse alguma regra no escrita em algum lugar, onde dizia que 
as bonitas garotas ricas, tinham que ser graciosas e elegantes, 
Holly, nunca a tinha lido, ou possivelmente nunca lhe tinha 
interessado. 


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 Thomas e Holly estavam de perfil e ela tinha as mos em seu 
casaco, enquanto lhe sorria. Brina se perguntou o que havia dito 
ele para fazer que Holly sorrisse. No havia dito nada para que 
ela o fizesse. Nem um pouquinho, ao contrrio, tinha estado 
rgido e tenso, e no como o Thomas que recordava.

 Acho que se supe que devemos escutar  Mindy  disse 
uma vez que Mark a dirigia para um pequeno grupo de gente que 
estava a sua direita. Houve um tempo em que o toque das mos 
dele  fazia ter palpitaes. Agora s era algum ao que estava 
acostumado a conhecer, um desses meninos com os que ela 
estava, eternamente agradecida de no haver-se deitado com 
eles. 

 Ningum escuta a Mindy, nem mesmo Brett  disse 
enquanto a conduzia para seu grupo de amigos. No colgio, eles 
eram o grupo dos meninos com dinheiro. O grupo que levava seus 
passes de esqui em suas jaquetas como um smbolo do status que 
tinham. Brina reconheceu a alguns, de outros no tinha nem ideia, 
at que se apresentaram. Vivendo em uma cidade to pequena, 
tinha crescido com eles, mas nunca tinham sido amigos.

 Escutando-lhes agora, descobriu que a maioria das pessoas 
com as que se formou ainda vivia na rea. Muitos deles se 
casaram ao terminar o colgio ou a universidade, mas se 
divorciaram logo e estavam agora com suas segundas ou terceiras 
relaes. E enquanto estavam falando sobre 1990 como os 
melhores anos de suas vidas, Brina olhou alm deles, para o 
Thomas. 

 O colgio no tinha sido o mais importante em sua vida e 
tampouco foi na dele. Como se Thomas lesse seus pensamentos, 
levantou o olhar sobre a cabea de Holly e seus olhos se 
encontraram. Olhou-a durante vrios segundos, sua expresso 
indecifrvel, ento enrugou a testa e olhou para outra parte.

 As luzes foram se apagando ,enquanto Mindy acabava seu 
discurso e Brina j no pde ver mais o rosto de Thomas. Ele 
tornou-se apenas uma silhueta na escura habitao. 


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A banda subiu ao palco, praticou alguns momentos e 
comearam uma verso decente de Turn you inside out. Mark 
agarrou Brina pela mo e a levou a pista de dana. Enquanto a 
segurava nos braos e a apertava contra seu peito perguntou. 

 O que vai fazer depois?

 Seu voo tinha sado atrasado e no tinha pensado em nada, 
alm de tomar uma ducha e ir para a cama. 

 Ir para o meu quarto. 

 Alguns de ns iremos a minha casa um momento. Deveria ir. 

 Ela se afastou e lhe olhou no rosto dele. Pensou neles e viu 
que era melhor dormir a escutar mais histria sobre s vezes em 
que Mark e seus amigos tinham esquiado nus ou assaltado o clube 
de xadrez e escondido todos os reis.

  Acho que por hoje prefiro descansar  lhe respondeu. 
Ok, nos vemos amanh. Estaremos na parte de trs.

 Depois de ter vivido tantos anos em Gallinton sabia que isso 
significaria que todos iriam esquiar nas encostas de detrs da 
montanha do Dlar de prata. Mas que ainda que tivesse sido 
criada em uma estao de esqui no significava que soubesse 
esquiar. No sabia. 

 Tentarei-o.

 Mark a atraiu mais para ele e ela vislumbrou ao Thomas 
atravs das sombras. 

 Seu cabelo cheira bem  a lisonjeou Mark.

 Obrigada. 

 Thomas segurava Holly em seus braos e se movia com a 
perfeio e um ritmo fluido que ela no sabia que ele possua. Os 
braos de Holly estavam ao redor de seu pescoo e ele a 
segurava muito perto. Suas mos em suas costas, os corpos 
tocando-se, tudo isso incomodava a Brina mais do que deveria. 

 Mark estava falando sobre os negcios que possua e 


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lisonjeava a Brina repetidamente. Era simptico e charmoso, mas 
sua ateno estava no casal situado no outro extremo da pista de 
dana. Sua cabea se encheu de pensamentos e se perguntou por 
que a imagem do Thomas e Holly lhe incomodava tanto. Por que 
lhe produzia uma espcie de buraco no estmago.

 A resposta chegou no mesmo momento em que soavam os 
ltimos acordes do violo. Sentia-se com propriedade sobre 
Thomas, como se fosse dela. Foi um bom amigo seu, durante anos 
e inclusive apesar de que lhe tratou to mal no final, ainda sentia 
uma conexo com ele. E para ser completamente honesta, odiava 
v-lo com a Holly. Possivelmente, porque se soubesse, que 
Thomas era um condutor de nibus ,ou um mecnico, Holly 
provavelmente no teria atravessado a sala para falar com ele, 
mas havia algo mais, mais do que ela podia explicar. Algo mais que 
a fazia se sentir um pouco ciumenta. Seus sentimentos no 
tinham muito sentido. No eram lgicos, mas isso no ajudava a 
que se fizesse menos confuso. 

 Desculpou-se com o Mark e se dirigiu ao bar. Sentindo-se um 
pouco confusa no sabia se devia pedir algo de beber ou ir para 
cama. No fez nenhuma das duas coisas. Em seu lugar, cruzou-se 
com uma companheira de dcimo grau, Jen Larkin. Jen tinha 
ganho mais de 30 quilos e tinha mais sardas do que Brina tinha 
visto em uma pessoa. Falaram um momento, mas o volume da 
msica tornava quase impossvel conversar, e virtualmente 
acabaram gritando-se pergunta uma  outra. Perdeu de vista ao 
Thomas durante vrias canes e no pde deixar de se 
perguntar, se ele no teria escapulido para lanar-se sobre a 
rainha da promoo. 

 No o tinha feito. Ele e Holly passaram a seu lado para 
aproximar-se  cauda do bar. A contra gosto teve de admitir que 
faziam bom casal. 

 No palco a banda comeou a tocar uma cano que Brina 
reconheceu ter escutado, durante anos no modesto rdio de 
Thomas. Antes de saber o que estava fazendo se dirigiu para ele 


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e lhe disse. 

 Esto tocando a nossa cano. 

 Atravs das sombras que produziam as luzes de aranha, olhou 
Brina nos olhos, durante vrios segundos como tratando de 
descobrir algo. 

 Justo quando pensava que ele no diria nada, fez-o.

 Nos perdoe Holly. disse enquanto tomava Brina pelo 
cotovelo. Dirigiram-se a abarrotada pista de baile e tomou a 
mo Desde quando Lay lady lay  nossa cano? perguntou 
enquanto sustentava sua cintura. 

 Ela colocou as mos sobre seus ombros, e o suave tecido de 
seu casaco pareceu frio sob seu toque. 

 Desde que me fazia escutar ao Bob Dylan, durante horas. 

 Ele olhou por cima de sua cabea.

 Odiava-o.

 No, s no gostava do seu atrevimento.

 Ele a mantinha alguns centmetros apartada, como se no 
quisesse que ela invadisse seu espao. Como se o fosse seu 
instrutor de baile, movendo-se com um perfeito e impessoal 
ritmo. No lhe importava que Holly, invadisse seu espao, mas, o 
surpreendeu a confuso que isso lhe causava. Seus sentimentos 
eram to loucos, que se perguntou se no estaria perdendo a 
cabea. 

 Thomas? 

 Hmm

 Ela olhou  sombra de seu rosto, a escurido que ocultava 
seus olhos, ao perfil de seu nariz e a sua fina boca.

 Continua zangado comigo?

 Finalmente a olhou.

 No. 


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 Ento pensa que podemos voltar a sermos amigos? 
E como se tivesse que considerar isso tambm, passaram 


umas quantas frases da cano antes que ele respondesse. 

 O que tem em mente?

 Realmente no sabia. 

 O que vai fazer amanh?

 Esquiar 

 Ficou um pouco surpreendida pela resposta.

 Quando aprendeu?

 Cerca de seis anos.

 Sem saber o que dizer, perguntou. 

 Voc gosta? 

 Ele a agarrou pela cintura, apertando ela um pouco e 

aproximando-a mais dele.

 Tenho um apartamento em Aspen. respondeu como se isso 
fosse suficiente e possivelmente o fosse. 

 Os polegares de Thomas acariciaram sua mo e ela envolveu 
as mos em seu peito. Espasmos de prazer se estenderam por seu 
brao. 

 Vai esquiar com a Holly? perguntou como se no estivesse 

morrendo por sab-lo. 

 Quem sabe, vai com o Mark Harris e seus amigos?

 No queria perder seu tempo falando sobre o Mark. 

 Voc se lembra da vez que guardei todas as economias que 

ganhei trabalhando como bab para comprar o equipamento e me 
unir ao clube de esqui? 

 Quebrou a perna no primeiro dia. 

 Sim, e eu no tentei novamente, desde ento. Moveu sua 
mo sobre seu ombro e tocou a gola de sua camisa. Debaixo de 
seus dedos sua pele estava quente Pensei que poderia fazer 


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algumas compra e logo perambularei pelo hotel.

 Ele deslizou a mo dela para baixo e a abandonou contra o 
duro muro que era seu peito, fazendo que a Brina lhe parasse a 
respirao.

 Soa aborrecido  lhe disse contra sua bochecha, mas no 
lhe ofereceu acompanh-la.

 Viu j viu a todas as grvidas que h nesta sala? 
Encontrarei a algum com quem falar.

 Brina girou um pouco o rosto e respirou profundamente. 
Encheu seus pulmes com a essncia de sua colnia e o calor de 
sua pele. Ele cheirava to bem, que esteve tentada a aproximar-
se mais e enterrar seu nariz em seu pescoo. Levantou o dedo 
indicador e lhe tocou ligeiramente a pele do pescoo. O calor de 
sua pele lhe fez ccegas.

 Perguntou-se o que ele faria se lhe dissesse que lhe tinha 
sentido falta dele. Que no se deu conta do muito que lhe sentia 
falta, at que se encontraram essa noite e o quo contente 
estava de v-lo novamente.

 Perguntou-se, se ele sentiria o mesmo, mas tinha medo de 
pergunt-lo. Queria escutar coisas sobre sua vida, nem sequer 
sabia onde vivia. 

 O que vai fazer durante o resto da noite? perguntou, 
pensando que possivelmente poderiam encontrar algum lugar no 
qual pudessem falar sobre os ltimos dez anos.

 Tenho algumas opes, mas no estou seguro do que farei. 

 No queria parecer pattica diante dele, assim disse: 

 Sim, eu tambm tenho um par de opes. Mark me convidou 
a uma festa em sua casa.

 As ltimas notas de Lay lady lay soaram pelos alto-falantes 
e Thomas baixou suas mos e deu um passo para trs. 

 Possivelmente poderamos ir juntos  lhe ofereceu. 


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 No acredito, mas obrigado. disse e olhou por cima da 
cabea de Brina para a alta loira que estava no bar, onde a tinha 
deixado Holly Buchanan est tentando me seduzir disse  
instrutora de ioga e diz que est estudando o Kama sutra. 

 Voc est brincando?

 No. Mencionou algo sobre me ensinar a postura da cabra. 

 Isso  inquietante.

 Certamente Thomas se tinha dado conta de que se ainda 
fosse pobre, Holly nem lhe teria dirigido a palavra, e 
especialmente sussurrado algo to insinuante como a posio da 
cabra no ouvido dele. Thomas no poderia ser to estpido para 
cair nisso. Sempre foi esperto. 

 Est-te usando.

 Uh, huh. 

 O que vai fazer?

 Acredito que possivelmente deixarei que o faa. 

CAPTULO 3

 Brina despertou na manh seguinte, sentindo-se to cansada 
como quando se foi  cama. Depois de danar com o Thomas, 
danou com o Mark outra vez e terminaram em sua casa com 
alguns amigos. Uma das coisas das que se deu conta  que no 
tinham mudado muito e Brina abandonou a festa sentindo-se 
contente de sua vinda a Portland. No tinha namorado nesses 
momentos, mas pelo menos tinha uma piscina enorme. 

 Quando retornou a seu quarto no hotel, se atirou na cama e 
passou toda a noite acordada, pensando em Thomas e 
Holly,comportando-se como cabras. E quanto mais pensava nisso, 
mais zangada ficava, at desejou que Thomas estivesse frente a 
ela para lhe poder golpear. No dormiu at 3:00 da manh e 
agora, s 8:30 estava exausta. 


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 Sentou-se na borda da cama e retirou a manta para o lado, 
chamou o servio de quarto e pediu um caf com umas torradas. 
Na cozinha, disseram que o caf da manh demoraria uns vinte 
minutos, assim decidiu tomar banho. E enquanto a gua quente lhe 
escorregava pela cabea, perguntou-se porque o fato que Thomas 
se comportasse como uma cabra lhe incomodava tanto. Disse que 
possivelmente era porque esperava mais dele. Pelo menos deveria 
ter melhor gosto com as mulheres. Na verdade, Holly ainda era 
bonita e haviam se passado dez anos desde o colegial. 
Possivelmente Holly tenha se tornado uma pessoa agradvel, mas 
Brina o duvidava.

 Alcanou o xampu e lavou o cabelo. Possivelmente sua mente 
converteu Thomas em algo que no era. Usou o prottipo do 
menino que tinha conhecido, o menino que ia ao cinema com ela 
para que no tivesse que ir sozinha, para criar a algum que 
possivelmente fosse igual durante toda a vida. Mas as pessoas 
mudam. Thomas mudou. Converteu-se em um homem. 

 Depois de tomar banho, envolveu o cabelo em uma toalha e 
escovou seus dentes. Um golpe na porta a assustou vestiu 
correndo um par de calcinhas bege. Agarrou um roupo branco de 
seda e disse Um minuto, enquanto colocava os braos pelas 
mangas. 

 Tomou dez dlares de seu moedeiro e correu para atar o 
cinturo na cintura. s nove da manh pensou que o servio de 
quarto, estava acostumado a ver gente de roupo. Mas quando 
abriu a porta, no se encontrou com o servio de quarto. 

 Thomas estava ao outro lado, com aspecto fresco, limpo e 
muito descansado, como o de um homem que passou a noite 
tentando posturas sexuais de animais com a rainha da promoo. 
Sua camiseta branca estava colocada dentro de uma cala negra 
de esqui, e a palavra DYNASTAR ,estava impressa em cada uma 
das mangas.

 Pensei que j estaria preparada. disse. 

 Brina se olhou a si mesma e atou mais forte o cinturo de 


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seu roupo.

 Oxal tivesse avisado antes. 

 Por qu?

 Olhou aos olhos azuis e pronunciou o bvio.

 No estou vestida, Thomas. 

 J te vi nua antes.

 Quando? 

 Quando a calcinha de seu biquni se baixou. 

 Tinha oito anos. Ns dois crescemos depois disso. 

 Voc ainda  baixa.

 O servio de quartos chegou e antes que Brina soubesse o 
que ele estava fazendo ou pudesse protestar, Thomas pagou ao 
garom e introduziu a bandeja com o caf da manh dentro do 
quarto. Ps a bandeja sobre uma mesa ao lado da janela e abriu 
as cortinas, fazendo com que a luz da manh alagasse a 
habitao, exceto o pequeno corredor da entrada no que se 
encontrava Brina. 

 Brina se apoiou sobre a porta e estudou os cabelos escuros, 
cortados justo na metade do bronzeado pescoo. Seu olhar 
percorreu os largos ombros, as costas, a estreita cintura e o 
bonito e arredondado traseiro. Suas pernas sempre tinham sido 
largas, seus ps grandes e de repente o quarto pareceu ser muito 
menor. A limpa e fresca essncia de sua pele se mesclavam com o 
aroma do caf, e o estmago de Brina se retorceu de fome, mas 
no sabia qual dos dois tinha sido o responsvel para que tivesse 
fome.

 A viso do caf da manh ou a viso do Thomas.

 Ento ele deu a volta e a olhou, e ela soube. Seu rosto era 
devastadoramente atraente, a simetria um pouco mais perfeita 
com a luz natural. Sua pele parecia mais suave e bronzeada. Ele 
parecia mais a palavra que lhe vinha  mente era moreno. A 


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mescla de sangue anglo-saxo de seu pai e espanhola de sua me, 
tinha criado uma poderosa iluso de paixo e controle.

 Sentia-se nua diante dele. Ela tirou a toalha do cabelo 
molhado, e este caiu pelos ombros cobrindo seus seios e costas. 

 Por que no est esquiando com a Holly?

 Em vez de lhe responder, ele serviu o caf.

 Voc foi com o Mark ontem  noite?  Perguntou, enquanto 
soprava o copo e bebia um gole. 

 Fui  sua festa, mas era to aborrecida que escapuli. 

 Baixou o copo e levantou suas escuras sobrancelhas. 

 Que pena  disse soando muito pouco convincente e 
caminhou para ela, seus largos passos, silenciosamente 
encurtando a distncia entre eles. Parecia mais tranquilo essa 
manh. Mais como o menino despreocupado com o que tinha 
crescido e menos com o homem que tinha conhecido a noite 
anterior.

 Em contraste com a aparente tranquilidade de Thomas, os 
nervos de Brina impactavam como a Stun Mster2 que em 
determinadas ocasies levava para o trabalho. Tirou-lhe o copo 
da mo e lhe ofereceu uma nota de dez dlares.

 Toma isto.

 Guarda seu dinheiro Brina.

 Em lugar de discutir, ela se aproximou dele e lhe colocou o 
dinheiro profundamente no bolso de suas calas de esqui. No 
mesmo segundo que deslizou a mo entre as finas capas de nylon 
e Gore-tex se deu conta do engano. 

 Thomas ficou congelado e ela tirou rapidamente a mo, mas 
j era tarde. O ar entre os dois mudou, tornou-se espesso pela 
tenso. Brina escondeu a mo atrs de suas costas, o calor de 

2 Arma de choque. 


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Thomas ainda emanava de seus dedos. Estava segura de que ele 
levava pouca roupa e no sabia se devia desculpar-se ou fingir 
demncia. Decidiu-se pela segunda opo, mas no podia olh-lo 
aos olhos. Olhou-lhe ao peito e perguntou, como se no estivesse 
morrendo de vergonha.

 Voc veio aqui para me servir o caf?

 Quero que esquie comigo. 

 Olhou-lhe  cara e a aliviou ver que o a observava como se 

nada tivesse acontecido. 

 Eu disse que no sabia esquiar. 

 Eu sei. Ensinarei-te.

 No tenho traje de esqui. 

 Pode alugar o que necessitar. 

 Ela estava a ponto de discutir que no necessitava nada, 

porque no queria esquiar quando acrescentou.

 Eu pagarei por tudo. 

 No. No o far. 

 Bem, no o farei  disse e olhou seu relgio de prata A 

loja de aluguel abriu faz cinco minutos. 

 Chamou? 

  obvio. Quanto demorar para estar preparada?

 Brina considerou suas opes. Podia deixar que Thomas a 
ensinasse a esquiar ou podia ficar no hotel, esperando encontrar 
a algum com quem falar durante as prximas quatro ou cinco 
horas.

 Trinta minutos.

 Thomas deu uma breve olhada em Brina. Fixou-se no roupo 
de seda e no cabelo molhado, em sua impecvel pele e nas unhas 
dos ps pintadas de rosa. 

 Pode fazer que sejam vinte? A loja de aluguel fica logo sem 


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tamanhos pequenos  disse enquanto passava a seu lado e 
agarrava o trinco da porta Te esperarei na entrada disse, e 
saiu do quarto para o corredor, seguido do aroma do xampu de 
Brina que deixava uma suave fragrncia de coco e kiwi no ar. 

* * * 

 Thomas se dirigiu para o final do corredor e entrou em sua 
habitao. A parede do fundo consistia basicamente em janelas 
que davam s pistas de esqui que havia debaixo e as cortinas 
estavam apartadas para deixar que a luz do dia enchesse a 
habitao. A luz incidia nas taas de cristal que havia no bar, 
disparando prismas multicoloridos sobre o grosso carpete bege.

 Seus esquis estavam apoiados contra a chamin de pedra. O 
traje Hugo Boss que tinha usado a noite anterior pendurado no 
brao de um sof e o guardanapo com o nmero de telefone de 
Holly, cado de suas calas, estava sobre a mesa de centro de 
mogno.

 Apesar do que havia dito  Brina, no havia considerado o 
convite da Holly. Bom, possivelmente o tenha considerado, mas 
no mais que um par de minutos. Holly Buchanan estava to 
formosa como sempre, mas no se enganava a si mesmo, pensando 
que s era sua personalidade o que lhe tinha gostado. E 
francamente, ele gostava de ser o nico a dar incio a 
perseguio.

 Entrou no dormitrio e tirou do armrio suas botas negras de 
esqui e colocou os ps dentro. A mulher a qual queria perseguir 
nestes momentos estava justo no final do corredor. Na noite 
anterior quando ela se aproximou e lhe perguntou se queria 
danar com ela, no estava to seguro de fazer uma viagem pela 
lembrana com Brina MacConnell. 

E ento tomou Brina em seus braos e quanto mais a 
sustentava, mais seguro estava que estava dirigindo mal a 
situao com ela, assim decidiu descobrir por que o tinha 
fascinado e consumido durante sua adolescncia. Enquanto 
cresciam, ela no tinha sido bonita, no at os primeiros anos de 


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instituto e no como agora. 

 Thomas terminou de colocar as botas e se levantou. 

 Ia permanecer na cidade at  tarde seguinte e no tinha 
realmente planos, assim devia a si mesmo averigu-lo, antes de ir-
se. Uma parte dele pensava que ela tambm o devia, por todas as 
vezes que teve que segurar as mos, quando o que realmente 
queria era fazer que percorressem todo seu corpo. Queria 
saborear seus lbios e seu pescoo, queria pr a boca sobre seus 
seios e que suas mos descendessem por suas pernas. 

 Se fosse completamente honesto, tinha que admitir que uma 
parte de seu plano pouco tinha haver com a menina de seu 
passado e tudo com a mulher que tinha aberto a porta, levando o 
cabelo envolto em uma toalha, as bochechas rosadas pela ducha e 
os mamilos marcando-se no roupo de seda. Sentia-se atrado 
pela mulher que ruborizou quando colocou o dinheiro em suas 
calas de esqui e encontrou mais do que o procurava, ao contrrio 
de Holly que colocou seu nmero de telefone em seu bolso, 
enquanto lhe contava exatamente o que queria. 

 Recordar o rosto de Brina no momento exato em que se deu 
conta de onde tinha metido  mo, fez com que os lbios de 
Thomas se curvassem em um sorriso. Pegou os bastes de esqui 
do canto, onde os deixou no dia anterior. Se ela no fosse 
cuidadosa, na prxima vez que o tocasse, no seria um acidente. 

* * * 

 O ltimo dia do ano 2000 foi espetacular. O sol brilhava em 
um cu quase sem nuvens e a temperatura rondava os trinta 
graus. Um tempo perfeito para esquiar. 

 Est seguro de que eu no vou cair? 

 Sim, e se o faz eu te agarrarei.

 Embora Thomas soubesse o que estava fazendo, Brina ainda 
estava um pouco insegura. Claro, ele lhe tinha ajudado a alugar a 
roupa e o equipamento adequado, o bom e longo basto de esqui, 
mas ela no estava to segura sobre o elevador de esqui. 


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 A ponta se moveu um pouco e Brina plantou os bastes no 
cho e deu um pouco de impulso. S tinham dado umas quantas 
lies antes de ficar na linha.

 No deveramos tentar primeiro a colina dos coelhinhos? 

 A colina dos coelhinhos  para covardes. 

 Nestes momentos ela poderia viver com isso. 

 Com este traje  onde encaixo  disse referindo-se a seu 
traje de uma pea que se fechava pela parte dianteira e se atava 
na cintura. Era de uma cor azul clara e tinha o nome Patagnia 
costurado em seu peito esquerdo. 

 Est bonita  disse Thomas tratando de parecer sincero, 
mas seu sorriso era muito divertido. Em contraste com Brina, 
Thomas no parecia um medroso. Vestido completamente de 
negro parecia-se som um desses esquiadores dos anncios do 
Ray-Ban. 

 Bom, no deixo de pensar na ltima vez que esquiei e no 
posso parar de pensar que vou cair e quebrar uma perna outra 
vez, s que desta vez quando os meninos da patrulha de esqui 
vierem at mim, terei vestindo um traje de coelhinho  ela coou 

o nariz com a mo enluvada Penso no muito que isso me 
prejudica. 
Thomas a observou, atravs de seus escuros culos de sol 
que se faziam impossvel lhe ver os olhos. 

 Ento no pense nisso. 

 Ela franziu o cenho.

 Obrigada, eu gostaria de poder. 

 Moveram-se um pouco mais na linha e ela voltou a repassar as 
instrues que Thomas lhe tinha dado sobre como montar-se na 
cadeira.

 Olhar para trs, agarrar a barra que est na parte de fora da 
cadeira com a mo, e sentar quando a cadeira te d nas coxas. 


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 Fcil. 

 Para sua surpresa e calma, e com a ajuda de Thomas sentar-
se no elevador foi mais fcil do que pensou. Permanecer nele era 
mais difcil. Suas botas e os esquis pesavam tanto que a puxavam 
para baixo. O escorregadio traje tampouco ajudava. Entrou em 
pnico e se segurou  cadeira.

 Estou escorregando. 

 Thomas elevou os braos por cima de suas cabeas e baixou a 
barra de segurana. Brina apoiou os esquis na barra que havia na 
parte de baixo e se relaxou, enquanto a cadeira os elevava cada 
vez mais acima, por cima das copas das rvores cobertas de neve. 
As pessoas que havia debaixo pareciam formigas de cores e 
apenas o som do cabo do elevador enchia o ar que roava suas 
bochechas.

 Que tipo de detetive particular ? perguntou Thomas, 
rompendo o silncio. 

 Olhou-lhe, seu cabelo escuro e traje negro, contrastavam 
com o azul do cu, suas bochechas estavam se tornando rosas e 
os raios do sol se refletiam em seus culos. Concentrou seus 
olhos e baixou o olhar para seus lbios. 

 Pessoas desaparecidas em sua maioria. Respondeu-lhe 
s vezes investigo fraudes de seguros.

 Sua boca formou a palavra Como?

 Investigar fraudes? Bem, vamos ver, uma companhia 
asseguradora assentada no oriente mdio, necessita que alguns 
trabalhos se realizem em Portland. Eles chamam a meu escritrio 
e me contratam para que investigue os danos da aplice. Por 
exemplo, o ano passado uma mulher caiu no local de trabalho e 
supostamente danificou as costas e ficou confinada a uma 
cadeira de rodas. Ela pediu o dinheiro do seguro, mas ningum a 
viu cair e no havia cmaras de segurana. A companhia de 
seguros me contratou para que a seguisse durante trs semanas. 

 Isso no  perigoso? 


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 Aborrecido geralmente. Mas no final a fotografei, 
conduzindo um carro com seus filhos no Litoral.

 Voc sempre foi muito tenaz  sorriu, deixando ver o 
contraste dos brancos dentes com os bronzeados lbios Pensei 
que queria ser enfermeira. 

 Mirou em sua boca e o estmago se revolveu, se perguntou 
como sria lhe beijar. Inclinar-se e pressionar seus frios lbios 
contra os seus, lhe beijar at que a temperatura mudasse e suas 
bocas se tornassem quentes e midas. Apartou o olhar e o dirigiu 
s copas das rvores.

 E voc mdico. 

 Ele riu um pouco e atraiu sua ateno para sua boca 
novamente.

 Estava acostumada a me dar ps -curativos e fazia isso, 
mastigando Smarties. 

 E voc estava acostumado a me dar injees no traseiro. 

 Mas voc nunca baixou muito as calas. Tudo o que pude ver 
era a parte de cima de seu traseiro.

 Era por isso que sempre queria me aplicar injees? Queria 
ver meu traseiro?

 Oh sim. 

 Estvamos no colgio.

 Ele se encolheu de ombros.

 No tenho irms e depois de que lhe baixaram as calcinhas 
do biquni uma vez, tive curiosidade.

 Voc era um pouco pervertido. 

 Uma nuvem cobriu o sol e detrs dos cristais de seus culos 
ela viu seu olhar, transpassando-a como se pudesse ver atravs 
de seu traje azul de esqui. 

 No tem nem ideia  disse e ela sentiu algo quente e 
liquido revolvendo-se em seu estmago. Thomas Mack, tinha 


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querido ver seu traseiro. No era o pequeno e inofensivo amigo 
que ela sempre pensou. Nem o menino inocente que a ajudou a 
construir um forte em uma rvore no muito longe da estrada de 
servio que havia perto de sua casa. 

 A cadeira descendia segundo se aproximavam do topo e 
Thomas elevou a barra de segurana.

 Recorda o que te falei para sair da cadeira? 

 Ela passou os bastes  mo que estava na parte de dentro 
da cadeira.

 O mais importante  fazer uma cunha como praticamos 
antes. 

 Ela assentiu e seus esquis se deslizaram pela neve no mesmo 
momento que ficava de p. A cadeira a empurrou para diante e 
por uns instantes pensou o estou fazendo bem.

 Ento a rampa curvou-se para a esquerda. Brina continuou 
para frente e foi ganhando velocidade. 

 Indica com os esquis a direo que voc quer ir! gritou 
Thomas de algum lugar detrs dela.

 O qu? 

 Enterrou freneticamente os bastes na neve para parar, mas 
no serviu de nada. Deslizou-se para fora da rampa e foi de 
encontro ao plstico laranja, posto para afastar aos esquiadores 
das rvores. As pontas de seus esquis atravessaram os buracos 
que havia no plstico laranja e ela se enredou com ele. No caiu, 
mas s porque se agarrou  parte de cima da cerca e se segurou 
com fora.

 Brina.

 Olhou por cima de seu ombro. 

 Est bem? 

 Uma menina no mais alta que a cintura de Brina, passou 
junto a eles sobre seus pequenos esquis e moveu a cabea como 


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querendo dizer: Que desajeitada!

 Como saio daqui? 

 Thomas ficou detrs dela, e agarrou o cinto, pondo-a em 
liberdade. Dirigiu-se a um lado da colina e lhe informou sobre o 
novo plano. 

 Segure-se no meu basto e eu esquiarei diante de ti. Usa sua 
cunha e eu dirigirei. 

 Brina tinha suas dvidas, mas o novo plano funcionou muito 
bem. Sobre a leve inclinao da pista, ele controlava a velocidade 
de seus esquis perfeitamente juntos, movendo-se de um lado a 
outro e fazendo um elegante desenho de serpente na neve. Ela 
segurava seus bastes com uma mo, e com a outra a parte de 
trs dele e, em vez de olhar aos pinheiros ou aos outros 
esquiadores que passavam junto a eles, estudou a parte de trs 
das poderosas coxas de Thomas. Fazia que fosse to fcil. 

 Pararam junto a uma marca, os esquis em posio horizontal, 
e Brina lanou um olhar  parte baixa da montanha.

 Pensei que amos esquiar em uma pista para principiantes. 

 Isto .

 Ela envolveu seus braos com os de Thomas para no 
escorregar. Baixou e removeu o casaco, seus msculos eram 
rocha pura.

 Isto parece o Monte Everest. 

 Voc est com medo?

 Eu no quero voltar a quebrar a minha perna. 

 Vamos experimentar isto  disse enquanto apartava o 
brao de Brina do dele. Colocou-a diante dele e passou os bastes 
 outra mo Vi isto na escola de esqui para meninos.  ficou 
detrs dela, seus esquis por fora dos dela. Apoiou as mos em 
seu estmago e ps suas costas junto a seu peito, suas coxas 
roavam as dela e a parte de cima de sua cabea, se ajustava 
perfeitamente sob seu queixo. 


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 Brina o olhou, sua boca a poucos centmetros da dele. O 
aroma de almscar do creme de barbear e o ar frio da montanha 
entraram em sua pele. Suas respiraes se entrelaavam e se 
Thomas baixasse sua boca s um pouquinho, seus lbios se 
tocariam. Ela queria que se tocassem. Queria tirar a luva e pr 
sua mo quente, contra sua fria bochecha. Sentia seu calor 
atravessar o nilon e o Gore-Tex de suas calas de esqui. 
Impossvel, mas apesar de todas as camadas de roupa a sua 
temperatura aumentava em suas costas, coxas e a parte debaixo 
de seu abdmen. 

 O que deseja que eu faa? perguntou-lhe ao reflexo de 
seus culos. 

 Ponha os bastes juntos e, os segure a meia altura em 
frente de ti como se fosse uma garonete. 

 Por qu?

 No sei  ele sacudiu a cabea e seu queixo roou sua 
testa, vi o instrutor dos meninos fazendo assim, acredito que 
tem algo a ver com o equilbrio. Mas quero que o faa para que 
no atinja a minha perna.

 Ela comeou a rir e perguntou.

 Algo mais? 

 Me deixe tomar a liderana e relaxe  disse ele, justo 
acima de sua orelha. Ento girou os esquis um pouco e 
deslizaram-se pela montanha, fazendo um elegante Cs. 

 Relaxar. Ela tentou, mas se no fosse pela plvis dele 
pressionando na sua, enquanto movia os esquis para que fossem 
mais devagar, ou suas coxas apertando quando acelerava, relaxar 
teria sido possvel. Ela poderia relaxar o suficiente para 
desfrutar do vento em seu cabelo, da suave brisa em suas 
bochechas ou dar-se conta de que realmente estava esquiando. 
Mas estava muito consciente da suave presso do interior de 
suas coxas nas dela. 

 Baixou as mos e pressionou seus bastes nas coxas. 


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 Est bem? perguntou-lhe por cima do rudo que faziam 
seus esquis ao deslizar-se pela neve.

 Sim,  mas no estava to segura. Enquanto Thomas girava 
um pouco as pontas dos esquis, preparando para rodar, ele a 
instruiu no uso da ponta. Mas em lugar de prestar ateno, Brina 
estava pensando no que tinha acontecido essa manh, quando ela 
colocou a mo em seu bolso e recordou o calor de seu semiereto 
pnis contra as gemas de seus dedos. Debaixo de sua roupa, seus 
seios se enrijeceram e a frico do suti contra o traje de nylon 
irritava a sensvel pele. Ele continuava instruindo-a, enquanto ela 
seguia imaginando-o nu. Sentia-se culpada e uma pervertida e de 
repente j no tinha tanto medo de cair colina abaixo como o 
tinha de estar sucumbindo ao Thomas Mack.

 Ele estendeu os dedos sobre a parte da frente de seu traje e 
lhe falo ao ouvido.

 Seu cabelo cheira a abacaxi. No instituto cheirava  xampu 
de beb.

 O calor de suas palavras deslizou-se pelo pescoo de Brina e 
as pontas de seus esquis se cruzaram. Os saltos de suas botas se 
elevaram e ela foi para frente. Thomas tentou agarrar o cinto, 
Merda amaldioou no mesmo instante que os dois caam ao cho 
em uma confuso de pernas, braos, esquis e bastes. Caiu em 
cima dela e o ar abandonou seus pulmes enquanto os dois se 
deslizavam uns trs metros antes de pararem na metade da 
pista.

 Brina?

 Ela levantou seu rosto da neve.

 Sim? 

 Est ferida? perguntou no momento em que tirava seu 
peso de em cima dela. 

 Brina tinha perdido os bastes e os esquis em algum 
momento da queda e girou-se de modo a ficar de barriga para 
cima, enquanto Thomas elevava-se por cima dela, por isso lhe deu 


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com o cotovelo no peito. A ele ainda ficava um esqui, o qual 
estava justo em cima de seu p. Thomas tirou os culos dos olhos 
e os apoiou na cabea. 

 Estou bem  respondeu Brina, s fiquei um pouco sem ar. 

 Ele sorriu, fazendo com que aparecessem algumas rugas ao 
lado de seus olhos azuis.

 Foi uma boa queda.

 Obrigada. Est ferido? 

 Se estivesse, me daria um beijo para que melhorasse? 

 Sobre o qu? O que devo beijar?

 Ele soltou uma risada e lhe tocou o rosto. 

 Na fronte  disse.

 Brina ps-lhe sua mo enluvada na bochecha e o beijou justo 
entre as sobrancelhas. 

 Melhor? 

 Olhou nos olhos dele e seus lbios roaram os seus enquanto 
assentia. 

Muito. 

 A Brina faltou o ar no peito, os lbios aberto enquanto 
esperava seu beijo. Em vez disso, ele ficou de joelhos e girou-se 
para as rvores, onde alguns adolescentes passaram por ele 
esquiando. 

 Est com sorte  disse enquanto ficava de p.

 O ar frio e a decepo esfriaram a ardente antecipao que 
havia feito com que sua presso sangunea se alterasse. Quase a 
tinha beijado, no?

 Eu seidisse esperando que ele no percebesse a confuso 
em sua voz Poderia ter quebrado a perna outra vez  disse 
enquanto se sentava e procurava os esquis.

 No me referia a isso  disse baixando os culos e 


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cobrindo-os olhos Irei recolher o equipamento.

 Enquanto Thomas recolhia as coisas, Brina sacudiu a neve das 
luvas, enquanto se perguntava o que teria querido dizer ele. 
Quanto mais tempo passava com Thomas, mais confundida se 
sentia. Ajudou-a com os esquis e quando estavam prontos, ele 
esquiou a seu lado desta vez. Dizia-lhe quando precisava girar e 
quando por fim chegaram em baixo s tinha cado mais duas 
vezes. 

 Enquanto esperavam na fila do telefrico, Thomas lhe dava 
instrues sobre como usar melhor os esquis e a entretinha com 
a histria da vez que tinha se chocado com um cervo morto e 
cado com o traseiro sobre os cotovelos pela montanha. 
Entraram em uma agradvel conversao, como a que 
compartilham duas pessoas que se conhecem bem, mas que 
mudaram com o tempo. Tinham crescido em diferentes direes, 
mas ainda seguiam unidos profundamente, onde a memria 
guardava maravilhosos presentes mantidos a espera para voltar a 
serem abertos.

 Brina escutava o som de sua voz e sua profunda risada e 
pensou que certamente poderia ouvi-lo durante toda sua vida. 
Pela primeira vez desde que tinha entrado em seu quarto naquela 
manh, sentia-se relaxada por completo. At que Holly Buchanan 
foi at eles, como se fosse campe olmpica e criando uma nuvem 
de neve ao parar, seu traje de uma pea, aderia-se a suas curvas 
como se fosse uma Barbie. S Holly podia parecer-se com aquelas 
que acompanhavam sempre ao Hugh Hefnier3, enquanto que Brina 
parecia como se estivesse distribuindo ovos decorados. 

 Pensei que nos encontraramos na parte de trs  disse 
Holly ao Thomas, sem incomodar-se em olhar para Brina. 

 Tinham passado dez anos, mas algumas coisas no mudavam. 
Brina tinha uma vida que adorava e um trabalho que desfrutava. 

3 Dono da revista Playboy 


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Era feliz e triunfadora, mas estar junto a Holly ainda a fazia se 
sentir insignificante.

 Estou ensinando Brina a esquiar.

 Finalmente, detrs das lentes azuis de seus culos, Holly 
desviou sua ateno para Brina, e esta se sentiu como se 
estivesse de volta  stima srie. 

 A perfeita Holly Buchanan a olhava como se fosse algo que 
no merecesse faz-la perder o tempo, e como na stima srie, 
Brina quase esperava que Holly a observasse por cima do nariz e 
lhe perguntasse se tinha comprado toda sua roupa na Sears.

 Mark me disse que voc tinha mudado  disse Holly e 
voltou a centrar sua ateno em Thomas Deveria vir, todo 
mundo est l. Algum abriu os portes e todos esto fazendo 
corrida de Slalom. 

 Possivelmente mais tarde  lhe disse Thomas, enquanto ele 
e Brina avanavam um pouco mais na fila do telefrico.

 Holly avanou com eles.

 Oh, bem  olhou a Brina outra vez como se finalmente a 
notasse, e visse algo inesperado. Uma ameaa  muito 
divertido, voc tambm deveria vir. 

 Brina sacudiu a cabea.

 No acredito.

 Ela e Thomas ficaram em posio para montar-se na cadeira 
seguinte. Ps os bastes na mo que ficava dentro da cadeira e 
olhou por cima do ombro. Agarrou a cadeira junto ao Thomas e 
esta os elevou do cho deixando Holly para trs. 

Uau, isso sim que era uma figura  disse Brina enquanto 
Thomas baixava a barra de proteo. 

 Sim, a ioga ajuda.

 Uma fria incompreensvel fez com que Brina franzisse o 
cenho e ajustasse os bastes s mos. 


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 No tem que esquiar mais comigo. Pode esquiar com ela, se 
quiser. 

 Eu sei. 

 Brina virou a cabea e estudou as rvores. Queria lhe dizer 
que Holly era uma vagabunda.

 Ento realmente ela pode se transformar em uma cabra? 

 Ele nada respondeu. Ficou olhando para frente, como se ela 
no lhe houvesse feito uma pergunta.

 Qual  o problema?Voc est envergonhado?

 Por que teria que estar envergonhado?

 Porque voc teve relao sexual com a extravagante Holly 
Buchanan. Eu teria vergonha se fosse voc.

 Por qu?  uma puritana? Voc j teve alguma vez uma 
relao sexual extravagante? 

 No estava segura. Uma vez o havia feito em um banheiro 
pblico com um antigo namorado. 

  obvio. 

 Finalmente a olhou, mas seus culos de sol lhe impediam de 
ver seus olhos. 

 Como de extravagante? 

 No o queria dizer. 

 O que eu pensava,  uma puritana.

 No o sou

 Por cima de seus culos, uma escura sobrancelha levantou em 
um gesto duvidoso...

 No o sou!! insistiu Brina Posso ser extravagante  e 
com nfase acrescentou Extremamente extravagante.

 Ele elevou a outra sobrancelha. 

 Diga-me 


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 No.

 Se o fizer, contarei para voc o que quer ouvir sobre a 
Holly. 

 No banheiro do Rose Garden  mas no mencionou que seu 
namorado trabalhava l, e que os Trail Blazers estavam de viagem 
e o estdio estava praticamente vazio, duas vezes, agora  sua 

vez. 

 Ele esperou uns momentos antes de perguntar. 

 Quer saber todos os suculentos detalhes sobre a Holly e 

sobre mim? 
No estava to segura de seguir querendo saber algo agora, 

mas tinha chegado muito longe para voltar atrs. 

 No, s quero saber como  a posio da cabra. 

 No sei, no me deitei com ela.

 O que? 

  isso o que realmente queria ouvir, no? Que no me deitei 

com a menina que costumava te atormentar.

 Isso era exatamente o que queria saber. 

 Voc est falando srio? No passou a noite com ela? 

 No.

 Por que me disse que o fez? 

 No o fiz, voc o presumiu. 

 Mas ele, de propsito, tinha deixado que ela pensasse o pior, 

e porque ela no sabia. Havia coisas sobre o Thomas adulto que 
no sabia. Coisas bsicas.

 Onde vive? perguntou. 

 Ele tirou suas luvas. 

 Realmente em nenhum lugar por agora. Faz vrios meses 
vendi minha casa em Seattle e fui para o apartamento de Aspen 
por um tempo, mas desgraadamente tive que passar meses no 


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Palm Springs com meus avs.

 Por que desgraadamente?

 Olhou-a, e logo olhou para outro lado.

 Meu av tem problemas de sade  foi tudo o que disse 
Algum dia eu gostaria de viver em Boulder. 

 Pode pegar tudo e ir aonde queira?

 Ele deu de ombros. 

 Estou sem trabalho h algum tempo.

 O que esteve fazendo? 

 Viajei , esquiei um pouco, e morei em Rally Jessy muito 
tempo. 

 Brina se perguntou quanto dinheiro ele teria para poder 
permitir-se ter tempo livre para esquiar e assistir shows. Mindy 
tinha mencionada algo de milhes, mas podia ter exagerado como 
com o rumor da Kathy Ireland.

 O que voc fazia antes de se tornar um professor de esqui?

 Ouviste falar alguma vez do Biztech? 

 No, sinto muito. 

 No o sinta.  uma companhia de software que comecei com 
dois amigos faz cinco anos. 

CAPTULO 4

 Thomas contou a Brina que iniciou a companhia vendendo 
suas aes da Microsoft. Explicou-lhe como criava programas 
para predizer tendncias nos negcios, mas Brina no tinha nem 
ideia a que ele estava se referindo. No lhe interessava. 
Enquanto subiam sobre as taas dos pinheiros o nico que lhe 
importava era estar sentada na mesma cadeira que ele e escutar 
sua voz. 


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 Fizeram vrias corridas, mas antes do pr do sol e apesar de 
Brina estar melhorando, no pensava que Picabo Street4, tivesse 
algo do que preocupar-se. Pararam para comer, mas os 
restaurantes do hotel estavam cheios, sendo assim eles trocaram 
as botas e foram caminhando a poucas quadras de um 
restaurante dos arredores.

 Depois de comer, Brina no se sentia com vontade de esquiar 
mais e alegou que tinha os tornozelos doloridos, assim persuadiu 
Thomas para que a levasse a um passeio pela cidade. Eles 
entraram em um Jipe Cherokee com placa do Colorado e se 
dirigiram para o sul. Passaram pela casa de dois andares em que 
Brina se criou e conduziram durante meio milha mais para a 
pequena casa onde Thomas viveu. Dois meninos estavam 
brincando com um Golden Retrive no jardim da frente e uma 
velha caminhonete estava estacionada junto a casa. V-lo, 
trouxe-lhe para a memria as muitas vezes que ela e Thomas 
tinham andado ou deslocado nessa casa, chamando sua av para 
que tirasse os sapatos. 

 Acredita que o tapete seguir sendo dessa cor verde, como 
de verdura cozida? 

 Ele a observou e retornou o olhar para a casa.

 Possivelmente. Estava garantida para sobreviver a um 
ataque nuclear. 

 Me pergunto se nosso forte da rvore sobreviveu todos 
estes anos. 

 Duvido-o. 

 Com certeza que sim. 

 Thomas tirou os culos de sol e os jogou sobre o painel do 
carro.

 O que quer apostar? 

4 Campe olmpica de esqui dos EUA. 


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 Dez dlares. 

 No acredito  lhe deu uma olhada Se apostarmos, eu 
digo qual ser meu prmio. 

 No vou te mostrar meu traseiro.

 Ele riu.

 No estava pensando em seu traseiro.

 Ento no que? 

 Lhe farei saber isso quando ganhar. 

 Brina se preocupou um pouco pelo que ele poderia reclamar 
se ganhasse, mas acreditou que no lhe faria fazer algo que ela 
no quisesse. 

 Se eu ganhar, tem que comprar para mim uma garrafa de 
champanhe. E como ele no parecia muito preocupado, 
acrescentou E tem que beber de minha bota.

 Ele riu entre dentes. 

 No acredito.

 Ok, mas tem que comprar um bom champanhe, ou qualquer 
coisa do gnero. 

 Estacionaram o jipe a meio milha da antiga casa do Thomas, 
na entrada da estrada de servio que dava a floresta.

 A estrada estava bloqueada por uma grade, mas as densas 
copas das rvores evitavam que houvesse muita neve no cho.

 Thomas foi primeiro, e logo Brina. E enquanto passava suas 
duas pernas por cima da cerca, olhou-lhe no momento em que ele 
a agarrava pela cintura. Apoiou as mos sobre seus ombros e ela 
foi se deslizando pouco a pouco pela parte da frente de sua 
jaqueta. 

 No pesa muito mais do que estava acostumada a pesar 
antes  disse enquanto a punha de p.

 Brina sabia melhor. Pesava quarenta e dois quilogramas 


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quando se graduou e desde ento ganhou pelo menos 6 quilos nos 
ltimos dez anos.

 A perfeita neve branca cobria suas botas e tornozelos 
enquanto andavam juntos pela estrada que cruzava a montanha.

 Brina no estava muito segura de reconhecer a rea, onde 
passou muito tempo quando era criana. 

 Sabe onde estamos indo?

 Sim. Seus ombros se roaram e o perguntou Frio?

 Andaram pela neve, e em realidade ela estava ficando um 
pouco quente.

 No muito, e voc? 

 No. Thomas olhou por cima de sua cabea, observando a 
zona Tem namorado? perguntou como se no lhe importasse. 
Ou pelo menos est vivendo com algum? 

 No, e voc?

 No neste momento.

 Brina tropeou em uma pedra escondida sob a neve e se 
segurou a seu brao para no cair. 

 Ele a observou por cima do ombro. 

 To graciosa como sempre, eu vejo.

 Brina lhe olhou o rosto. Era verdade. Desde menina nunca 
teve muita coordenao a diferena de como era agora, Thomas 
tampouco tinha sido perfeito. Ela apartou suas mos dele, 
possivelmente ele tambm precisava recordar. 

 O que aconteceu com sua monocelha5? 

 A mesma coisa que aconteceu com a tua. Thomas parou e 
assinalou para a direita Acredito que  por ali. 

 Totalmente sem sentido de orientao, Brina lhe seguiu pelo 

5 Sobrancelha ligada de uma extremidade a outra. 


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pequeno prado. Ele se deteve e olhou a seu redor, ento a levou 
por um pequeno caminho bloqueado pelos densos pinheiros.

 A neve rangia sob suas botas, enquanto andavam uns quinze 
metros e de repente as rvores se pulverizaram, chegaram a uma 
pequena clareira aonde a neve lhes voltou a cobrir os tornozelos. 

 A est  disse Thomas assinalando a um pinheiro que 
estava justo em frente a eles. 

 Brina se aproximou um pouco e contemplou as velhas e 
deterioradas placas de seu forte. As escadas j no estavam e 
vrias pranchas tinham se quebrado e cado ao cho.

 Parte dele ainda est em p, assim suponho que a aposta 
ficou em igual.

 Thomas ficou detrs dela. 

 Ou dois ganhamos a metade do prmio. Deslizou suas 
mos sobre seus ombros e logo pelas mangas de sua jaqueta de 
esqui Pagarei por meia garrafa de champanhe e eu obtenho a 
metade do que quero. 

 Brina se voltou e lhe observou o rosto, a sombra das rvores, 
criavam uma sombra sobre sua testa. 

 E o que seria isso? 

 Thomas a aproximou dele e disse em um sussurro. 

 Quero a metade de ti.

 Devia estar brincando,  obvio.

 -Que metade? perguntou

 A de cima  ele ps a mo na parte de trs de sua cabea e 
aproximou seu rosto para a o seu Ou possivelmente tome a 
parte de baixo  Seu flego toando seus lbios Sempre quis 
dar uma boa olhada na parte de baixo. 

 A Brina lhe cortou a respirao na garganta, junto a sua 
nervosa risada. Talvez ele no estivesse brincando. 

 Tira as mos do meu traseiro. 


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 Ele riu suavemente junto a sua boca. 

 Quer apostar a que te fao mudar de opinio?

 No esperou que lhe respondesse para beij-la. Entre abriu 
seus lbios e os posaram em sua boca, mandando ardentes 
calafrios pelas costas. 

 Brina deslizou as mos por seus ombros at a parte de trs 
de seu pescoo. Ficou nas pontas dos ps e se apoiou contra seu 
peito. 

 Estou to contente de estar aqui contigo  sussurrou e lhe 
tocou com a ponta da lngua seus ardentes lbios. 

 Apesar das luvas, ele enterrou as mos em seu cabelo, jogou-
lhe a cabea um pouco para trs, deixando a boca aberta um 
pouco mais, mas em lugar de lhe dar um beijo explosivo, sugou-lhe 
brandamente o lbio inferior. Com cada lamber de sua boca, ela 
sentia um aperto nos seios, entre as pernas e em seu corao. 
Seus olhos se fecharam e ela deixou que as sensaes se 
apoderassem dela como mel quente, espesso e doce.

 Este no era o menino que ela conhecia. O homem que a 
derretia em meio do inverno sabia o que queria, sabia o que 
estava fazendo, sem dar rodeios, com as ordens de sua boca. Ele 
havia feito antes e era muito, mas que muito bom, criando 
sedutores pensamentos em sua cabea. Este Thomas era algum 
a quem nunca tinha conhecido. Algum que fazia que se 
desesperasse por toc-lo, atravs da roupa. Tirou as luvas e as 
deixou cair ao cho. Nus agora, seus dedos lhe pentearam o 
cabelo. Frio e sedoso frisavam-se sobre seus ndulos, fazendo 
ccegas nas palmas das mos.

 Thomas lhe inclinou a cabea para um lado e pressionou mais 
seus lbios contra os dela. Sua boca se abria e fechava, e voltava 
a abrir, imitando a de um homem faminto. Sua lngua se deslizou 
em sua boca para um combate sexual, devorando-a e criando uma 
forte suco. Deu-lhe um beijo longo e forte, suas lnguas 
tocando-se, explorando sabores e texturas, at que um gemido 


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lhe saiu das profundidades do peito. Apartou-se um pouco e a 
contemplou, sua respirao era entrecortada, enquanto tentava 
colocar ar em seus pulmes. 

 No, este no era o Thomas, que no havia feito nada mais 
que agarrar a mo e lhe beijar os lbios. Este Thomas a olhava 
com paixo, deixando-a ver exatamente o que era o que ele 
queria. Que queria algo mais que segurar a sua mo, e de algum 
lugar, aonde se armazenava antigas lembranas e sentimentos, 
em algum lugar prximo a seu corao, o passado e o presente se 
entrelaavam em um emaranhado de confusas emoes, e o 
menino ao que tinha querido, logo se estava convertendo no 
homem no qual ela podia se apaixonar. 

 Recorda todas as vezes que fui a sua casa? perguntou-lhe 
com uma voz spera Sua me abria a porta e eu lhe perguntava 
se podia jogar. 

 Mmm...hmm. 

 Ele mordeu com a boca o dedo do meio de cada mo enluvada 
e tirou as luvas que caram ao cho

 O que diz Brina? ele foi para o zper de seu traje de 
esqui e a olhou nos olhos. No pediu permisso, mas ela sabia que 
podia par-lo se queria Quer jogar?

 O que tem em mente? perguntou apesar de imaginar o que 
era. 

 Algo assim 

 Lentamente lhe baixou o zper at a metade do seio. O ar 
frio se chocou contra sua ardente pele, a qual se esticou os 
mamilos e os endureceram, quase at um ponto doloroso. Ele 
seguia olhando aos olhos enquanto agarrava as bordas de seu 
traje e os baixava um pouco. 

  um pouco disso.

 Brina conteve a respirao e esperou. Vrios prolongados 
momentos passaram, enquanto ele deslizava a vista por seu 


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queixo, e por seu pescoo e baixava at seu suti. De repente 
tudo nele ficou quieto, piscou duas vezes e sacudiu sua cabea 
como se estivesse surpreendido. 

 Jesus! No leva camiseta.

 Devia faz-lo? 

 Suponho que no  disse enquanto deslizava suas mos 
dentro de seu traje. As quentes palmas a tocaram no estmago e 
logo subiram at rodear seus seios Possivelmente no cresceu 
at depois do instituto, mas a espera valeu  pena.  perfeita. 

 A respirao de Brina lhe amontoava no momento em que 
punha os seios em suas mos e se aproximava para lhe beijar o 
queixo. Ps a um lado o colarinho de sua jaqueta e baixou um 
pouco a camiseta. Contra a quente pele de sua garganta, ela 
pressionou seus lbios enquanto lhe saboreava.

 Thomas se inclinou um pouco sobre seus joelhos, agarrou-a 
pela parte de trs das coxas e enlaou suas pernas ao redor de 
sua cintura. Com dois largos passos lhe aprisionou as costas 
contra a rvore e atraiu seu rosto ao dela. Instantaneamente sua 
boca estava sobre a dela, quente e carnal, no havia doces beijos 
desta vez, no estava jogando. Abaixou os zperes e suas mos 
ocuparam o espao. Seus mamilos roavam o centro de suas 
palmas, os dedos pressionando os seios. Thomas introduziu a 
lngua em sua boca e pressionou sua plvis contra seu centro. 
Atravs do Gore-Tex e o Nylon, podia lhe sentir, comprido e 
duro, e apertou suas pernas mais ao redor de seus quadris. Ele 
abriu as pernas e moveu a boca para seu queixo e pescoo. 
Beijou-lhe a garganta e o topo dos seios. 

 Brina arqueou as costas, pressionou seus ombros contra a 
rvore e entrelaou seus dedos em seu cabelo.

 A ponta de sua lngua riscou a borda de seu suti at o centro 
e deslizou os lbios para a zona mais cheia de seus seios.

 Uma parte dela sabia que no devia permitir isto, que estava 
errado, mas no estava arrependida. Sentia-se bem. 


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 Olhou-lhe a escura cabea, as bochechas e ento fechou os 
olhos e s permitiu que as sensaes que ele criava nela 
tomassem o controle. As sensaes de sua mida e suave lngua, 
atravs do abrasivo material de seu suti. O calor que se 
deslizava por seu corpo e que fazia com que lhe encolhessem os 
dedos dos ps dentro das botas. Percorreu-lhe o cabelo com suas 
mos, seu pescoo, seus ombros e outra vez o cabelo, tocando-o 
tudo o que fosse possvel, mas no era nem remotamente 
suficiente. Ela movia seus quadris e atravs das capas de roupa 
que tinham, ele voltou a empurrar contra ela. 

 Mas ainda no era suficiente. Ela queria tudo. Queria tudo 
dele, mas ao final, estava frustrada por suas roupas de inverno.

 Outro agonizante gemido lhe saiu da garganta e segurou as 
coxas para mant-la quieta. Levantou a cabea e Brina lhe olhou o 
rosto, a seus midos lbios e a ardente frustrao que brilhava 
em seus sonolentos olhos azuis. O ar frio substituiu o calor de 
sua boca, finalmente trazendo um lampejo de prudncia  
realidade da situao.

 Desenredou suas pernas do redor de sua cintura, e se 
deslizou contra a rvore at que seus ps tocaram o cho. Com 
cada segundo que passava a paixo que se refletia nos olhos de 
Thomas se esclareceu um pouco at que pareceu to acalmada 
como a de Brina. Ela abriu a boca e tornou a fech-la. No sabia o 
que dizer. 

 Thomas parecia sofrer do mesmo problema. Sem uma 
palavra, voltou-lhe a subir o zper at a base do pescoo, selando 
dentro seu calor. Ento se voltou e agarrou as luvas de ambos do 
cho.

 Est ficando tarde  disse finalmente. Sua suave voz soava 
distante para Brina.

 Sim  disse, inclusive ainda sabendo que faltavam horas 
para que o sol comeasse a se pr. Tirou-lhe suas luvas das mos 
e colocou as mos dentro. 


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 No caminho para o carro falaram muito pouco. Conversaes 
sem sentido realmente, que aconteciam largos perodos de 
silncio. Ambos muito ocupados com seus pensamentos, o rangido 
da neve sob suas botas como o nico som que perturbava o 
silncio absoluto. 

 Pela primeira vez desde que Thomas lhe tinha baixado a zper 
do traje de esqui, Brina sentia as bochechas ruborizadas. 
Enquanto ele manteve suas mos e sua boca sobre ela, no havia 
sentido nada que pudesse parecer com a vergonha, mas agora sim 

o sentia. Perguntou-se o que ele pensava dela. Se ele acreditava 
que ela deixasse com que estas coisas acontecessem o tempo 
todo. 
Normalmente tinha que estar apaixonada, antes de deixar 
que a paixo tomasse o controle. Sua me sempre lhe tinha 
ensinado que seu corpo era sagrado. Um templo. Houve vrias 
vezes, durante a universidade quando tinha pensado que sua me 
era muito rgida sobre sexualidade e descartou todo o conceito 
do templo sagrado a favor de uma aproximao mais moderna 
de atrao e confisso. Sentia-se atrada por um homem durante 
algum tempo, e logo descobria algo mau, como que ele deixava 
roupa suja em seu em seu apartamento, ou de repente, dava-se 
conta que ele tinha ms unhas nos ps e ento ela tinha que 
revelar a ele seus sentimentos ocultos. 

 Agora que era mais velha e sbia, tinha retornado aos ensinos 
de sua me e era bastante cuidadosa com quem deixava que 
adorasse seu corpo. Tinha que sentir algo pelo homem, e levava 
tempo para se sentir suficientemente cmoda para deixar que a 
intimidade acontecesse. 

At hoje.

 Tudo era diferente hoje. Tudo se tinha dado a volta. Nada 
tinha sentido, e ela no sabia o que pensar ou sentir. Esperava 
ardentemente saber. Desejava ter resposta para todas as 
perguntas que lhe rondavam a cabea. Ela era investigadora 
particular e era seu trabalho investigar at obter respostas. S 


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que esta era sua vida privada e no tinha nenhuma pista de por 
onde comear. 

 Thomas voltou a ajud-la passar por cima da cerca, mas 
desta vez no houve pequenos esfreges. Abriu-lhe a porta do 
carro e sacudiu a neve das botas, antes de subir. Para serem 
duas pessoas que quinze minutos antes, pareciam no ter nem um 
pice de conscincia, um incmodo silncio se estendeu entre 
eles. A confortvel amizade que tinham desfrutado de umas 
horas antes se foi completamente.

 De volta ao hotel, Thomas finalmente rompeu o silncio. 

 Acredito que nevar esta noite.

 A resposta de Brina era igual de inspirada. 

 Oh, uh-uh.

 Perguntou-se no que estaria pensado, mas os culos escuros 
voltaram a cobrir seus olhos, ocultando assim toda a pista sobre 
seus pensamentos. 

 Voltaram a ficar em silncio at que Thomas aproximou o 
jipe das portas do hotel e parou o veculo. Quando falou, no era 

o que Brina realmente queria ouvir. 
Sinto muito, me deixei levar. Normalmente no vou 
aprisionando mulheres contra as rvores  disse enquanto olhava 
pelo janela.

 Eu tampouco. Ah deixo-me aprisionar, refiro-me  disse 
e pensou um momento possivelmente aconteceu porque 
sentamos que nos conhecamos. 

 Mas no nos conhecemos. Finalmente a olhou no rosto, 
no deixando entrever nada No nos conhecemos 
absolutamente.

 Brina contemplou seus inexpressivos traos e pensou que 
possivelmente tinha razo. Este homem to fechado no era o 
Thomas que conhecia. Justo quando comeava a pensar que lhe 
conhecia, deu-se conta de que no era assim, j no o conhecia. O 


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que, dando-se dolorosamente conta, era uma pena.

 Adeus Thomas  disse e saiu do jipe. 

 Detrs de seus culos de sol, Thomas observou Brina cruzar 
as portas giratrias do hotel. Voltou a pr em marcha o veculo e 
foi  praa de estacionamento mais afastada do hotel. Desligou o 
motor e apoiou a cabea contra o respaldo fechando os olhos. 
Que demnios tinham passado!? No podia acreditar que tinha 
aprisionado Brina contra uma rvore e enterrado sua cabea 
entre seus seios. Ela estava equivocada. No aconteceu porque a 
conhecia. Dez anos atrs ele sempre tinha podido controlar-se. 
Era algo mais. Algo que no queria admitir a si mesmo. 

 Perdeu o controle. Isso foi o que aconteceu, e no queria 
pensar no que teria acontecido se fosse vero e tirar a roupa de 
Brina fosse s levantar saia e lhe arrancar as calcinhas. Temia 
que no tivesse podido parar a si mesmo. Haveria-lhe feito amor 
contra a rvore na qual brincavam quando meninos. Felizmente 
teria perdido o controle pela Brina MacConnell.

 Que se dizia sobre o que tome cuidado com o que desejas? A 
aposta que fez com ela tinha sido uma brincadeira. Passou-se 
todo o dia imaginando as meias-calas que levaria debaixo do 
traje de esqui e nunca entrou em sua cabea que ela s levasse 
suti, e no havia muito suti. Todo mundo sabia que se devia 
levar uma combinao de roupa debaixo. Todos menos Brina, 
sups. Quando baixou o zper pensou que o pararia. Queria 
surpreend-la, mas quando seu olhar descendeu, a surpresa, tinha 
sido dele, como um menino pequeno que folheia pela primeira vez 
a Playboy. 

 Agora enquanto estava sentado no jipe, perguntava-se por 
que ela no o deteve. Dez anos atrs lhe teria parado com o lema 
meu corpo  um templo uma merda de desculpa que sua me lhe 
tinha ensinado. Agora no s no lhe parou, mas tambm tinha 
apertado suas pernas a seu redor e segurou sua cabea contra 
seu seio, mas ele no podia deixar de perguntar o porqu. A 


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resposta fcil foi que os dois eram adultos e desfrutavam do 
sexo, mas Thomas nunca procurava as respostas fceis. Nunca 
tivesse triunfado nos negcios se o tivesse feito. 

 De caminho ao hotel outro pensamento entrou em sua cabea. 
Um que queria desprezar, mas que no podia. No gostava, porm 
estava ali, uma pesada voz dentro de seu crebro. 

 Tinha-o visto em alguns homens mais velhos e estupidamente 
loucos com os que ele fazia negcios. Formosas mulheres, 
mulheres como Holly, que estavam dispostas a estar com qualquer 
um sempre e quando tivesse dinheiro, e os homens se enganavam 
a si mesmos pensando que as mulheres lhes queriam pelo o que 
eram. 

 Thomas no queria acreditar que Brina pudesse ser to 
vazia, mas no a tinha visto ou falado com ela em dez anos. 
Possivelmente isso era justamente o que queria.

 Dinheiro que nunca teve quando pequena e a ateno que 
sempre quis. O de ser vista com o peixe maior do lago. E inclusive 
sabendo que no era justo julgando-a por seu passado, tampouco 
era justo o que ela havia feito antes. S que a ltima vez foi o 
pobre e sujo que ela desprezou to rpido como o lixo do dia 
anterior.

 Thomas abriu a porta do jipe e saiu dele. Seus rpidos 
passos lhe levaram ao hotel e passou pela longa recepo. Sem 
esperar ao elevador, subiu as escadas at o terceiro andar. Tinha 
que tirar da mente antes que se voltasse completamente louco. 
Tinha que encher sua cabea com algo mais que o pensamento de 
que ela tinha agarrado suas tripas e as tinha retorcido. 

 Sem pausa, passou junto a sua porta e foi para o seu quarto. 
Tirou a jaqueta, sentou-se no sof em frente da chamin e tirou 
as botas de esqui. Inclusive desde crianas, sempre tinha havido 
algo sobre a Brina. Algo que atraa ele. Algo que se metia nele e o 
fazia querer agarrar seu cabelo com as mos e enterrar a cara 
em seu pescoo. Na outra noite pensou que no sentia nada por 
ela, mas estava equivocado. Essa manh pensou que poderia beij



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la e toc-la, possivelmente lhe fazer amor. Nada complicado. S 
duas pessoas que estavam acostumados a conhecer-se desde 
meninos, e se juntavam para passar um bom momento. S um 
homem e uma mulher que queriam dar-se um pouco de prazer 
mutuamente. 

 Havia tornado a estar equivocado. No eram s um homem e 
uma mulher. Eles eram Thomas e Brina e como em alguma 
memria pr-programada, seu corpo respondia como se voltasse a 
ter dezessete anos, quando a queria tanto que pensava que 
poderia morrer. S que agora era pior. Quando a sustentou junto 
a ele contra aquela rvore e contemplou como seus olhos pardos 
se tornavam cinzas de paixo, tinha passado de quer-la a 
diretamente necessit-la.

 Thomas pegou seus esquis e saiu para o corredor. Quo 
ltimo queria era necessitar de Brina MacConnell. 

CAPTULO 5

 Brina piscou na escurido enquanto olhava o relgio que tinha 
junto  cama. As 10:30 da noite. Perdeu o banquete e a turn por 
seu antigo colgio. Nada aconteceu, mas queria encontrar a Karen 
Johnson e ao Jen Larkin antes da cerimnia de prmios e 
assegurar-se de que tinha a algum com quem sentar-se e no 
parecer uma completa solitria. 

 Apartou o cabelo do rosto e se sentou na beira da cama. 
Depois de que Thomas a deixou no hotel, trocou de roupa e voltou 
a descer ao vestbulo. Karen e Jen iam fazer compras pelas lojas 
da cidade, assim Brina se uniu a elas e comprou uma camiseta do 
Gallinton para substituir a velha que usava para dormir. Passou 
um bom momento falando sobre o passado com garotas com as 
que tinham algo em comum. Garotas da banda. Garotas do clube 
de economia domstica. Garotas desajeitadas que no sabiam 
esquiar. 


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 Ajudou a Karen a comprar roupa para o beb que ia ter, e se 
detiveram para ver a antiga estao de bombeiros que tinha sido 
renovada. Manteve-se ocupada, distraindo sua ateno nas 
compras para no pensar muito no Thomas. Bom, ao menos no 
cada minuto que passava.

 Quando retornou ao hotel, pegou o equipamento de esqui que 
alugou essa manh. No tinha sentido conserv-lo quando no 
planejava esquiar mais. Enquanto fazia fila para devolver o 
espantoso traje azul de esqui, algumas risadas desviaram sua 
ateno da loja de aluguis para o salo. Sentados, junto a um 
grande fogo e com uma imagem acolhedora, como se fossem os 
melhores amigos, estavam Holly, Mindy Burton e Thomas. 

 Enquanto ela esperava na loja de aluguel, com o estmago 
revolto e sustentando o traje que Thomas tinha introduzido em 
suas mos, este paquerava com outras mulheres. 

 Observou como Thomas se inclinava e dizia a Holly, algo ao 
ouvido e sentiu uma espetada no corao que lhe fez olhar para 
outro lado. Ele a tinha deixado para estar com a Holly e suas 
amigas e isso doa mais do que era possvel.

 Depois de devolver o traje, foi para seu quarto, dizendo-se a 
si mesma que no lhe importava. Seus olhos se umedeceram de 
todas as formas, e o pior era que seu corao no escutava 
razes. Ligou a televiso e viu um pouco das notcias locais, antes 
de arrumar-se para os eventos preparados para esta tarde. Ficou 
olhando para o teto, enquanto ouvia uma reportagem sobre 
alguma estpida assembleia na prefeitura e acabou dormindo. 
Infelizmente, teve um pesadelo sobre o Thomas e Holly, sendo 
felizes juntos. Agora que estava acordada, pensou em retornar  
cama. Voltar a ver o Thomas com a Holly poderia mat-la. 

 A luz da televiso iluminava o quarto, enquanto tratava de 
imaginar o que estaria acontecendo no banquete l em baixo. Sim, 
ver o Thomas com a Holly a mataria, mas ficar em seu quarto, 
imaginando-o pior, tambm o faria. 

 Sentindo-se vazia e sem nada que se pudesse confundir com 


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entusiasmo, Brina tomou banho pela segunda vez no dia. Quando 
saiu estava vestida com um jeans e uma camiseta de manga curta. 
As palavras Calvin Klein, escritas em prata sobre seus seios. 
Colocou um cinturo de couro e as botas de l que tinha levado 
antes. No estavam na moda, mas lhe manteriam os ps quentes, 
quando sasse para ver o espetculo de foguetes que todo ano o 
hotel fazia  meia-noite. 

 Secou o cabelo e o prendeu. Maquiou-se um pouco para 
sentir-se melhor, mais que para estar bem, perante certo homem 
em particular. Colocou argolas de prata nas orelhas e aplicou um 
pouco de fixador no cabelo. Parecia baixa, mas estava bem.

 Antes de sair, pegou o casaco que trouxe de casa e quando 
chegou s escadas, j eram onze e meia. Passou pela sala de baile, 
onde a reunio tinha tido lugar a noite anterior. Essa noite o 
hotel oferecia sua festa anual de noite velha e a reunio se 
transladou ao final do corredor, a uma grande sala de banquetes. 

 Atravessou a porta e pensou em ficar no fundo para o caso 
de decidir efetuar uma silenciosa sada.

 A voz de Mindy Burton flutuava, atravs da sala onde ela 
estava ao lado de um grande palanque com trofus de pequeno 
porte.

  e nosso prximo prmio  para o casal com mais filhos.  
para o Bob e Tamara Henderson. Eles tm sete  disse Mindy 
com voz feliz, como se ter sete pequenos em um perodo de dez 
anos, fosse uma das sete maravilhas do mundo. Todo mundo 
aplaudiu aos rgos reprodutores de Bob e Tamara, e Brina 
pensou que possivelmente fosse s ela e seu horripilante humor, 
mas acreditava que dar a luz no era algo to incomum para 
merecer um prmio. Era um pouco como se o comit da reunio, 
fosse to nscio que tiveram que pensar em razes estpidas 
para dar a seus amigos um trofu. O seguinte provavelmente 
seria o prmio ao cabelo mais castanho.

 Deixou que sua vista vagasse pela sala, procurado a Karen e a 
Jen, mas  obvio, localizou primeiro o Thomas. E logicamente ele 


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estava sentado em uma mesa rodeado de mulheres. E como se 
sentisse seu olhar sobre ele, olhou-a e se levantou devagar da 
cadeira.

 Enquanto Mindy anunciava ao seguinte ganhador, Brina viu 
como Thomas se dirigia a ela. Tinha o rosto bronzeado pelo sol e 
os lbios um pouquinho seco. Levava um Levis's desbotado, um 
suter branco de algodo com gola de marinheiro e uma simples 
camiseta branca debaixo. E com cada um de seus passos, o 
corao de Brina se acelerava um pouquinho. E quanto mais seu 
corao acelerava, mais zangada ficava, e quanto mais se 
zangava, menos lhe preocupava se seu aborrecimento era 
irracional. Beijou-a e tocou como se ela significasse algo para ele 
e logo a abandonou, fazendo-a sentir como se no o fosse. Fez-
lhe questionar os seus motivos e os dele. Sentiu-se insegura e 
incerta. Algo aconteceu com ele, desde o colegial. 

 Thomas no lhe devia nada, recordou-se a si mesma. No lhe 
devia nada. Era um estranho. Eram estranhos. J no o conhecia. 

 S que no parecia um estranho. Quando olhava a seus 
familiares olhos azuis, sentia como se tivesse retornado para 
casa. Reconhecia sua alma. Thomas, era a nica pessoa viva com a 
que ela compartilhava certas lembranas das quais lhe podiam 
fazer levar um sorriso aos lbios, engasgar-se ou encolher o 
corao. 

 Ele era o nico que conhecia todas as inseguranas de sua 
infncia e que em na sexta srie tinha rezado para ter uma 
Boneca da Moranguinho. 

 Ol  lhe disse enquanto ficava em frente  dela Acaba 
de vir de alguma parte?

 Sim, de meu quarto. 

 Mindy anunciou o prmio para a pessoa que tinha mudado 
menos e Thomas esperou a que os aplausos cessassem, antes de 
voltar a perguntar. 

 Esteve em seu quarto a noite toda? 


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 Sim. 
Sozinha? 
Sabia. Depois do que se passou essa tarde, ele se pensava que 


era uma promscua e  bvio, tinha tido que admitir o 
extravagante sexo no Rose Garden, o que no ajudava a sua 
imagem. 

 Com o casaco pendurando em um dos braos, apoiou a mo 
livre no quadril. 

 Onde voc esteve toda  tarde?

 Contigo. 

 Ela ignorou o rubor que crescia em seu pescoo. 

 Depois que me deixou. 

 Ele entrecerrou os olhos um pouco.

 Depois que ns dois retornamos ao hotel  disse 
lentamente, eu fui esquiar. 

 Sim, te vi esquiando. 

 O que quer dizer com isso?

 Nada.

 Est zangada por algo.

 No, no estou.

 Sim est, sempre pude dizer quando estava zangada. 
Saam-lhe duas pequenas rugas entre os olhos. Ainda o faz. 

 Preferia comer formigas que lhe dizer por que estava 
zangada. Olhou e procurou entre a multido at que deu com a 
Karen e Jen. 

 Me perdoe  disse, vou sentar com minhas amigas.

 Caminhou entre as mesas e justamente quando tinha posto 
seu casaco no respaldo de uma cadeira vazia Mindy anunciou o 
seguinte prmio. 

  e o prmio para a pessoa que mudou mais  para a Brina 


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MacConnell.

 Brina olhou para o cenrio e ficou imvel. Assombrou-se de 
que ainda se recordassem dela. V, por um momento se sentiu 
especial. Dirigiu-se para onde Mindy estava, e Mindy lhe deu um 
barato trofu em forma de montanha feita de um plstico 
igualmente barato.

 Est fantstica agora, Brina  lhe disse Mindy.

 Brina observou os olhos azuis de Mindy e decidiu no 
ofender-se pelo comentrio. Ela e Mindy nunca tinham sido 
amigas, mas Mindy nunca foi desagradvel com ela de propsito. 

 Obrigada  disse, voc tambm. 

 Retornou  mesa e se sentou jogando uma olhada para a 
porta, Thomas j no estava ali, mas tampouco seguia sentado 
com a Holly. Olhou pela sala e viu ele falando com o George Allen. 
Ps sua jaqueta de esqui e apoiava o peso sobre uma perna, 
enquanto girava suas chaves com o dedo indicador. Viu-lhe 
sacudir a cabea e sair da sala de banquetes e Brina no pde 
deixar de se perguntar aonde iria e a quem se encontraria. 

 Que prmio te deram? perguntou a Karen em um esforo 
por apartar sua mente de Thomas. 

 A garota que tem mais probabilidades de dar a luz na 
reunio. 

 Suponho que eles levaram horas para pensar nisso  disse 
e olhou a Jen Qual  o teu? 

 Karen comeou a rir e Brina esperou que no fosse nada 
desagradvel, como a garota que mais peso tinha ganho. 

 O de mais sardas  respondeu Jen com carranca Ela 
queria o do melhor cabelo, mas o deram ao Donny Donovan. 

 No  gay?

 No, mas seu namorado sim o , acredito.

 Quem  seu namorado? perguntou Brina. 


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 Recorda de um menino que se graduou um ano antes que 
ns, Deke Rogers? 

 No  disse Brina, espera!! Deke Rogers? O menino que 
se parecia com o Brad Pitt e fazia corridas de carro? Do qual 
todo mundo estava loucamente apaixonado? 

 Sim, incluindo Donny. 

 Sacudiu a cabea.

 Pufff, no poderia algum como George Allen nos fazer um 
favor a todas as mulheres e ser gay? A ningum importaria.

  verdade. 

 Jen assentiu. 

 Sim, a ningum importa que Richard Simmons seja gay, mas 
sim que o seja Rupert Everett. Suspirou e apoiou a cabea 
contra sua mo rechonchuda. No me importaria lhe fazer 
htero. 

 Brina mordeu o lbio para no rir, mas Karen no o fez, riu 
to alto que ultrapassou  voz de Mindy e Brina teve medo de que 
estalasse seu copo de gua.

 Depois que Mindy deu os dois ltimos prmios, fez o anncio 
final.

  obvio, todo mundo est convidado a unir-se na celebrao 
da noite de Rveillon. Cinco minutos antes da meia-noite, ser 
fornecida uma taa de champanhe e sei que alguns de vocs sero 
os primeiros em tomar vantagem no lcool grtis.

 Pode estar segura! gritou algum do fundo da sala.

 Pela manh  continuou Mindy por cima das risadas um 
pouco alcoolizadas de alguns companheiros de classe que, 
obviamente, tinham bebido mais de trs taas Todos ns, 
reuniremos na sala de baile para o nosso jantar de despedida. 
No querero perder isso, temos algo especial planejado. 

 Brina se levantou e agarrou seu casaco, perguntando-se o 


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que poderia desbancar aos baratos trofus.

 Sairo para ver os foguetes? perguntou a Karen e a Jen. 

 Deus no! responderam em unssono. 

 Muito frio.

 Voc vai congelar o seu traseiro. 

 Por ter crescido em Gallinton, Brina sempre tinha adorado os 
foguetes que estalavam no cu, mas como ento no era uma 
hspede do hotel, os teve que ver do estacionamento. Sempre 
quis um assento na primeira fila, ela e Thomas se perguntavam 
como seria o espetculo do outro lado. Enquanto ia para a sala de 
baile lhe buscou com o olhar. Em cada homem de cabelo escuro 
que encontrava, mas no era Thomas, e seu corao se afundava 
um pouquinho. No sabia como podia estar zangada com uma 
pessoa e ao mesmo tempo estar desesperada por lhe ver a cara.

 A sala de baile estava cheia de convidados e gente da cidade 
que pagavam para estar ali. Os vestidos foram de informais a 
formais, e a banda tocava principalmente velhos tema. Frank 
Sinatra e Ed Ame eram os favoritos. Pequenos reflexos de luz se 
refletiam na bola de espelho que havia no teto e caam sobre os 
convidados.

 Como nem Jen, nem Karen queriam enfrentar ao frio, Brina 
saiu da sala sozinha. Uma mo a agarrou pelo brao por trs, e ela 
girou, esperando ver ao Thomas.

 Ol, Brina  disse George Allen por cima da msica.

 Decepcionada, no se incomodou em sorrir, no queria lhe 
animar. 

 George.

 Enquanto a banda tocava algo sobre uma mulher vagabunda, 
George fez um pequeno espetculo subindo a manga e olhando o 
relgio. 

 So onze e cinquenta e trs  disse, sete minutos para 
meia-noite. 


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 George sempre se imaginou que era um m para as meninas, 
mas sempre esteve equivocado.

 Sim, deveria ir por sua taa grtis de champanhe. 

  verdade  balanou-se sobre seus calcanhares e a olhou 
atravs de seus frgeis olhos, voltarei, no v muito longe, 
tenho planejado te dar um beijo de ano novo. 

 Oh, maravilhoso  lhe respondeu com um sutil sarcasmo 
que passou completamente despercebido para ele Esperarei 
aqui, prometo-lhe isso. 

 De acordo  disse e assentindo com a cabea se mesclou 
entre a multido. 

 Brina imediatamente se dirigiu ao terrao, colocou os braos 
na jaqueta e tirou a trana. Enquanto grampeava a jaqueta se fez 
lugar entre a multido e abriu as portas para unir-se s pessoas 
na cobertura. O ar gelado a golpeio no rosto e quase lhe tirou o 
flego. Subiu a gola e tirou as finas luvas do bolso. No poderiam 
manter suas mos quentes, mas se colocava as mos logo nos 
bolsos, estaria bem. 

 Dois minutos  o cantor da banda anunciou pelos alto-
falantes, agarrem o champanhe e o seu amor.

 Aproximou-se do corrimo e observou s pessoas que havia 
debaixo. Seus pensamentos voltaram, novamente ao Thomas. 
Sentia-se mal porque ele no estava ali. Ele adorava os foguetes, 
tanto quanto ela. De fato, estava acostumado a fazer foguetes 
com as cabeas dos fusveis. Ou possivelmente estava por ali, 
preparado para ver o espetculo com outro algum. 

 Brina! 

 Ela se inclinou um pouco mais pelo corrimo e saudou ao Mark, 
estava com um grupo de amigos, incluindo Holly. Surpreendeu-se 
um pouco ao ver que Thomas no estava com eles.

 Venha aqui  lhe disse, temos aguardente para nos 
manter quentes. 


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 A ltima vez que bebeu aguardente teve ressaca durante 
trs dias.

 No, estou bem aqui. 

 Um minuto avisou o lder da banda.

 Um pouco instvel Mark lhe rogou. 

 Por favor, Brina, desa ou terei que ir te buscar. 

 Brina passeou o olhar do Mark a Holly, a qual no se 
incomodava em esconder que estava molesta com algo. 

 Oh, est bem  disse Brina. E se separou do corrimo. 
Antes, no lhe tivesse importado, que a convidassem para estar 
com essas pessoas e teria ficado encanta de procurar uma 
oportunidade para incomodar Holly, mas agora no lhe importava. 

 Vinte segundos. 

 Deu um passo para trs e tapou as congeladas orelhas com as 
mos enluvadas. No tinha nenhuma inteno de encontrar-se 
com o Mark e os outros. S queria v onde estava.

 A contagem regressiva comeou por quinze, e em cerca de 
dez um slido corpo se pressionou junto a suas costas e fortes 
braos a envolveram pela cintura. Brina olhou por cima de seu 
ombro preparada para golpear ao George Allen se fosse 
necessrio, mas baixou as mos quando contemplou o escuro 
rosto do Thomas. 

 Sabia que te encontraria aqui fora  lhe disse ao ouvido.

 No teve que lhe perguntar como sabia. Ele tambm 
recordava todos aqueles anos, quando estavam do outro lado, 
perguntando-se como seria a vista da cobertura, e jurando que 
algum dia, teria dinheiro para estar justamente onde estavam 
agora.

 A contagem regressiva continuou, trs e duas um Da 
pista de esqui, o primeiro lote de foguetes, fez tremer o cho e a 


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banda tocou Auld Lang Syne6 No momento em que Thomas, 
baixava seu rosto e pressionava sua fria boca contra a sua. 
Enquanto brilhos vermelhos, brancos e dourados exploravam no 
cu escuro, Brina tambm sentiu como se seu peito estalava. Seu 
corao se expandiu pulsando loucamente contra seu esterno e 
mandou sangue a sua cabea.

 Os lbios de Thomas eram abrasivos e tinham sabor de gelo e 
usque. Pensou que deveria apartar-se dele. Estava zangada com 
ele e tinha direito a sua fria, mas o ataque de raiva que lhe 
pedia para dizer no!, desapareceu rapidamente, e depois de 
tudo, raciocinou, era s um beijo de ano novo.

 Brina girou-se no abrao, ele a ps nas pontas dos ps com o 
brao nas costas dele, e posou sua mo gelada em sua igualmente 
gelada bochecha. Seus lbios se abriram e ela fechou os olhos. A 
fria noite esfriava o rosto e as orelhas, mas dentro de suas 
bocas, a quente lngua de Thomas acariciava a sua. O beijo 
continuou durante toda  Auld Lang Syne.

 Um arrepiou lhe percorreu as costas e fez que lhe 
encolhessem os seios e nenhuma das duas coisas tinha algo a ver 
com o ar frio que os rodeava. 

 Thomas interpretou mal o arrepiou e se apartou 
perguntando.

 Tem frio? 

 Ela no quis admitir que foi o beijo o que a tinha deixado 
tremendo, assim assentiu. 

Sei de um lugar mais quente, onde podemos ver o 
espetculo  disse tomando-a pela mo. 

 Onde? 

 J o ver quando chegarmos. 

 Guiou-a pelo hotel, entre o confete e as tiras de papel de 

6 Cano tradicional que s toca na Vspera de Ano Novo. 


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cores que adornavam a sala. 

 Ela confiava e seguiria a qualquer parte, mas quando 
entraram no elevador vazio, comeou a suspeitar sobre aonde iam 
e no gostou. 

 Quando pressionou o boto trs, no pde mais que sentir-se 
decepcionada. O que teve lugar essa tarde foi um engano, o qual 
no planejava repetir.

 No veremos nada do meu quarto  disse olhando-lhe  
cara, iluminada pelos fluorescentes do elevador.

 Por isso no vamos a seu quarto.

 Oh.

 As portas se abriram e eles saram para o corredor.

 Brina lhe seguiu, deixando para trs seu quarto e se 
dirigiram  ltima porta da esquerda. Ele tirou um carto do 
bolso e abriu a porta. De onde estava Brina podia ver muito 
pouco, o quarto estava completamente s escuras, exceto pelos 
flashes de luz que vinham de fora da janela e iluminavam um 
pouco.

 No acredito que isto seja uma boa ideia  disse sem 
mover-se. Tinha medo de entrar na habitao e que ele assumisse 
que queria correr  cama. Havia muitas razes pelas que o sexo 
com o Thomas, no era boa ideia. E na parte de cima da lista, 
estava como se sentia em relao a ele, e no estava segura do 
que ele sentia por ela. 

 Por que no? 

 Por que  parou um segundo, tratando de pensar na frase 
correta que precisava dizer, mas como no podia pensar em nada, 
soltou-lhe a verdade No quero que pense que vou ter sexo 
contigo. Depois de hoje, provavelmente assumir que fao esse 
tipo de coisas todo o tempo, mas no o fao. 

 Jesus! disse. Primeiro, nunca assumi que o fizesse. 
Segundo, convidei-te aqui porque pensei que voc gostaria de ver 

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o espetculo sem congelar os dedos dos ps, e terceiro, devo-te 
meia garrafa de champanhe e pensei que possivelmente a 
quisesse  se deteve um segundo e acrescentou Podemos 
voltar para baixo, se voc se sentir desconfortvel. 
Sentia-se estpida. 

 No, eu gostaria de ficar. 

 Sem acender as luzes, Thomas agarrou sua mo. A porta se 
fechou atrs deles e a guiou atravs dos mveis para a janela. 

 Uaudisse enquanto tirava as luvas e as guardava no bolso, 
 um pouquinho maior que meu quarto.

 Ele se moveu detrs dela e se ofereceu para ajud-la a tirar 

o casaco e quando falou sua voz parecia suspensa na escurido. 
A melhor parte  o jacuzzi, entram seis pessoas, acredito. 
Deveria dar uma olhada. 

 Afastou-se com seu casaco e Brina no pde deixar de se 
perguntar, se ele se referia a que devia lhe dar uma olhada no 
sentido de v-lo ou de saltar dentro, s ou com ele. Ou se estava 
dando por assumindo bastante mais do que dizia. 

A ateno de Brina, se voltou a centrar nos fogos que 
estalavam no cu, abrindo-se como guarda-chuva e caindo como 
chuva para a neve que havia debaixo. Observ-lo deste lado do 
hotel era muito melhor que faz-lo do estacionamento.

 A rolha do champanhe fez um rudo ao desarrolhar-se e Brina 
olhou por cima de seu ombro para o bar. 

 Acho que definitivamente tem o melhor lugar da casa, 
Thomas. 

 Pde ouvir sua suave risada enquanto se aproximava 
silenciosamente. 

 Sim,  melhor que nos congelar como estvamos 
acostumados a fazer. 

 Ofereceu-lhe uma taa. 


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 Feliz ano novo, Brina.

 Feliz ano novo. levou a taa aos lbios e lhe olhou por cima 
do cristal. As luzes vermelhas iluminavam seu rosto e seu suter 
branco Deve estar orgulhoso de ti mesmo  disse e bebeu um 

gole. 

 Por qu?

 Porque sempre disse que teria um milho quando tivesse 

trinta anos. E suponho que o fez. 

 Sim, eu fiz  bebeu tudo o que ficava na taa, enquanto 
uma exploso soava no ar, fazendo com que vibrasse o cho sob 
seus ps Consegui muito dinheiro, Brina  disse quando a noite 
voltou a ficar em silncio, mas no  o dinheiro o mais 

importante. 

 Tinha visto muitos shows como tinha mencionado. 

 Fala como Oprah. 

 Ele sorriu e seus brancos dentes reluziram entre seus lbios. 

 Isso  porque Oprah sabe.

 O qu? 

 Encolheu-se de ombros.

  bom poder pagar as faturas e  agradvel poder comprar 

um casaco novo quando o necessita, mas no se pode te fazer 
fino, e no te pode fazer feliz. 

 Dito por um homem que no tinha que preocupar-se por pagar 
as faturas.

 No estou de acordo. Se eu fosse rica, contrataria a um 
cozinheiro que cozinhasse comida diettica, durante o resto de 
minha vida e eu compraria um casaco de pele. 

 Como Cinderela  disse depois de um sorriso. 

 Lembrou-se.

 Sim, como Cinderela. Isso me faria perdidamente feliz. 


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 Durante quanto tempo?

 Para sempre.

 Est equivocada. Seria cinderela durante um tempo, logo se 
aborreceria. Bebeu outro gole e olhou pela janela Acredite, 
eu sei. 

 O dinheiro te d mais opes. ela disse e olhou pela janela 
ao brilhante espetculo. 

 Verdade, mas no pode parar o tempo, s tem certo nmero 
de dias, e quando chega  hora, o dinheiro no pode parar a 
morte ou as enfermidades. Pode comprar os melhores cuidados 
mdicos, mas isso no  garantia de nada.

 Brina girou a cabea e seu corao se acelerou. 

 No est doente, verdade?

 Eu?? No.

 De quem est falando.

 De ningum. 

 No acreditou nem por um segundo, mas no era difcil 
imaginar-se de quem estava falando.

 Sempre foi um mal mentiroso. Mencionou que seu av tinha 
problemas de sade. O que ? 

  idoso  da janela uma exploso de luz iluminou seu 
perfil Seu corao est ruim h alguns anos. Algumas vezes 
quando o visito, seus lbios se tornam azuis e me d um medo 
enorme. S se toma uma pequena plula e seu corao comea a 
funcionar. Levei-lhe ao melhor especialista do pas, mas  velho e 
ningum pode fazer nada.

 Brina lhe agarrou a mo e a apertou. 

 Sinto-o Thomas. 

 Eu tambm  levou a taa aos lbios e a olhou Nunca 
contei a ningum que me assusta e em parte no sei por que o fiz. 


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 Bem, me alegro de que o fizesse.

 Acariciou sua mo com o polegar. Houve outra exploso e ela 
viu como seu olhar baixava de sua garganta  ajustada parte da 
frente de sua camiseta. As exploses do exterior se 
desvaneceram e a habitao voltou a ficar s escuras. 

 Como feliz? perguntou, levou-se sua mo  boca e lhe 
beijo os ndulos O que me custaria te tirar a roupa? A ponta 
de sua lngua tocou o V que se formava entre seus dedos, 
mandando lhe arrepios do pulso ao cotovelo. 

 No acredito que me despir contigo seja boa ideia.

 Por que no? No parecia se importar esta tarde.

 Girou-lhe a mo e a beijou na palma, detendo-se para sugar o 
centro. 

 O que aconteceu est tarde foi um engano. Voc mesmo o 
disse. Deixamo-nos levar. Ele soprou, e sua quente respirao, 
contra a umidade de sua palma, lhe fazia quase impossvel poder 
controlar os calafrios que corriam por seu brao Acredito que 
deveramos esquecer o que aconteceu. 

 Vai ser capaz de esquec-lo? 

 Vou tentar, e voc? 

 No  disse simplesmente e a mordiscou at o pulso Seu 
pulso se acelera.

 Fechou sua mo e manteve dentro a umidade de seus lbios. 

 Thomas? 

 Humm?

 Falo srio. No creio que seja uma boa ideia. 

 S me diga quando quer que pare  disse, e brandamente 
lhe sugou a fina pele do dorso da mo. 

 Desta vez no pde controlar os calafrios que lhe faziam 
ccegas interminveis, mesclando-se com o sangue que corria por 
suas veias. A mida boca sobre sua sensvel pele mandava rios de 


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calafrios por seus seios e entre suas pernas. Seus mamilos se 
endureceram sob o suti de nylon que usava e pensou que 
provavelmente deveria dizer que parasse agora, antes que 
voltasse a enterrar sua cara em seu pescoo. Mas nesse momento 
explodiu na noite o trovo final, enchendo de cores a habitao, 
iluminando o rosto de Thomas. 

 Atravs dos raios dourados e brancos olhou-lhe aos olhos. Ele 
a olhava por cima de seu pulso, seu olhar como chamas ardentes 
na escurido da noite. Queria-a. Queria-a tanto como ela a ele. E 
enquanto olhava aos ferozes olhos, de repente no pde recordar 
por que exatamente fazer amor com o Thomas era uma m ideia.

 Levou a taa aos lbios e a esvaziou. 

 Por que me abandonou hoje e foi esquiar com a Holly? 

 Eu fui esquiar  sussurrou contra sua pele Holly estava 
l, e eu no te abandonei, deixei-te para poder pensar. 

 Sobre o qu? 

 Finalmente desprendeu sua boca dela.

 Sobre ti  disse e elevou-se o copo aos lbios para 
terminar de beber.

 No sabia se acreditava completamente, mas queria faz-lo 
desesperadamente. 

 E qual foi sua concluso? 

 Que te quero. Como no quis a ningum em minha vida, 
inclusive mais agora.  formosa e to graciosa como sempre.  
Tirou-lhe a taa e a deixou cair ao cho junto  sua, onde 
aterrissaram silenciosamente Sei por que te quero, mas no 
estou to seguro de porque voc me quer . 

 No podia diz-lo a srio.

 Quando cheguei  reunio ontem  noite, pensei que alguma 
afortunada tinha alugado a um modelo de roupa interior para 
acompanh-la. S podia ver o perfil de seu rosto, mas pensou 
que tinha franzido o cenho Ento Karen me disse que voc era 


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um modelo de roupa ntima e me alegrei. No porque parea que 
provavelmente deveria andar sempre em roupa ntima para o 
entretenimento das mulheres, a no ser, porque as coisas entre 
ns no terminaram muito bem no colgio e sempre me arrependi 
do que aconteceu. 

 O que aconteceu? ele disse e soltou sua mo. 

 Voc sabe. 
Acredito que sei, mas por que no me conta. 
Brina cruzou os braos sob os seios e respirou 
profundamente. 
Voc se recorda como era, como eu queria 

desesperadamente comer na mesa grande, e ser includa pelos 
meninos que todo mundo olhava. Pensei que se Mark me queria, 
seria algum especial. olhou-se aos ps Nunca mais a duende 
MacConnell, a magricela menina a quem sua me fazia a roupa. 

 Thomas lhe ps o dedo sob seu queixo e levantou o olhar 
para o seu. 

 Eu gostava de duende MacConnell. 
Sei, mas eu no. 
E agora? Segue desesperada por se sentar na mesa 
grande?

 Eu no gostei. 

 Acariciou-lhe os lbios com o polegar. 

 Voc tambm gosta de voc.

 Abriu os lbios e lhe lambeu a gema do polegar. 

 Eu gosto de sua camiseta  lhe disse, com desejo em sua 
voz. No momento no qual entrou na sala do banquete, fixei-me 
na camiseta  disse e deslizou sua mo por sua nuca 
aproximando-a dele.

  de um bonito verde brilhante  respondeu, suas palmas 
em seu peito, sobre a fibra de seu suter. 


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 Ele riu.

 No foi isso o que notei. 

 Ento o que foi? 

 O modo em que as palavras Calvin Klein se expandiam sobre 
seu peito  baixou a cara e pressionou sua testa com a dela, e 
me perguntei quanto tempo me levaria tir-la.

 Pensei que havia me convidado aqui para que meus ps no 
se congelassem e porque me devia meia garrafa de champanhe. 

 verdade, mas no mencionei que queria tirar a sua 
camiseta com os dentes. Pr-lhe a trana sobre um ombro e 
tirar a presilha que a segurava No mencionei que o brilho de 
seu cabelo me deixa louco, e que quero te fazer amor com o seu 
cabelo estendido sobre meu travesseiro disse e lhe desfez a 
trana Que quero ver seu rosto pela manh quando abrir os 
olhos. Enredou os dedos em seu cabelo e lhe jogou a cabea 
para trs, como havia feito nessa tarde. E antes, quando lhe 
beijou os lbios como um homem que sabia o que queria e ia atrs 
disso. Sua lngua se deslizou para dentro e lhe fez amor na boca 
com ardentes e insistentes investidas. Criou uma maravilhosa 
suco e moveu sua cabea, enquanto, devorava seus lbios, suas 
mos abrindo-se e fechando-se em seu cabelo.

 Brina se derreteu contra o seu calor esquentando-a, atravs 
de seu suter e sua camiseta., lhe esquentando o corao 
profundamente, onde nunca tinha sido aquecida antes. Ele queria 
fazer amor. Ela tambm o queira. Amava ao Thomas. Sempre 
tinha querido ao Thomas, s que agora se apaixonou por ele 
tambm. Seu corpo e seu corao doam e lhe queria do mesmo 
modo que uma mulher quer ao homem que ama.

 Procurou a parte inferior de seu suter e a subiu at o 
estmago. Seus dedos se enroscaram sobre a camiseta e tambm 
a subiu. E por fim suas mos estavam sobre ele. Sobre sua quente 
e dura pele e seu curto e sedoso pelo. Debaixo de seu tato, seus 
msculos se contraam e ela apartou sua boca da dele. 


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 Acende a luz  lhe disse, voc j teve a oportunidade de 
me ver. Agora  minha vez. Quero ver-te. 

CAPTULO 6

 Thomas flexionou os joelhos e a levantou em seus braos.

 Conheo o lugar perfeito  a levou ao sof, segure em 
meu casaco lhe ordenou.

 Quando ela o fez, ele a levou atravs da penumbra, pelo curto 
corredor a uma habitao totalmente escura. Soltou-lhe as 
pernas e acionou o interruptor da parede. A brilhante luz a 
deslumbrou, por isso enterrou sua cabea no pescoo de Thomas. 

 Desculpe  disse Thomas de uma vez que atenuava um 
pouco a luz.

 Quando seus olhos se adaptaram, deu uma olhada pela 
enorme habitao. No centro havia uma cama de quatro postes e 
de um tamanho enorme coberta por um edredom de cor azeitona 
e bege.

  uma cama enorme. 

 Tirou-lhe o casaco e um lado de sua boca se elevou em um 
sensual sorriso. 

 Sim, teremos que trabalhar muito para ir de um lado ao 
outro.

 Ele colocou a mo no bolso do casaco e tirou uma caixa de 
camisinhas.

 Sempre leva uma destas no bolso? 

 No, voc disse que eu gostava dessa camiseta. Agarrei-o 
quando voc foi se sentar com suas amigas  disse e atirou a 


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caixa sobre o travesseiro que havia na cama, fui  farmcia. 

 Estava to seguro de si mesmo? 

 Quando concerne a ti? Thomas a fez retroceder at que 
a parte de atrs de seus joelhos deram com o bordo da cama 
Nunca, mas fui um escoteiro e acredito em estar preparado.

 Ela se sentou na cama e Thomas se ajoelhou para lhe tirar as 
botas e as meias, atirando-as por cima de seus ombros, ao longo 
de suas costas. 

 Tire a roupa Brinalhe disse enquanto a deitava. Moveu-a 
para o centro da cama e, ento girou de tal forma que Brina ficou 
em cima dele e a contemplou Quis dizer isso ha muito tempo. 

 Brina se sentou escarranchada sobre a plvis de Thomas e 
cruzou os braos sobre seu estmago. Agarrou o final de sua 
camiseta e pouco a pouco foi tirando pela cabea. Atirou-a ao 
cho e sacudiu o cabelo. Ele olhou em seu rosto e pde ver seus 
olhos ardentes e pesados pela paixo. Debaixo dela, e atravs de 
suas calas, sua grossa ereo lhe pressionava no centro 
fortemente, deixando-a desejosa de mais. Querendo o que lhe 
podia dar, o tato de sua ardente pele sobre a sua. Arqueou-se 
contra ele, enquanto Thomas alcanava o fechamento frontal de 
seu suti. Com um giro do pulso, o feixe se abriu e encheu as 
quentes palmas das mos com seus seios. Ela enterrou suas mos 
sob sua camiseta e lhe percorreu com as palmas o estmago, 
justo por cima da cintura de suas calas. Thomas respirou 
profundamente. 

 Cresceu-te muito mais cabelo desde o colgio. disse 
enquanto lhe percorria os msculos do abdmen e o amplo peito. 
No havia forma de confundir a este homem com o magro menino 
que foi Voc ficou maior e alto. 

 Thomas a tirou da cintura e a ps de costas. Agora era seu 
turno de mont-la.

 Hei-me tornado maior em todas as partes  disse e tirou a 
camiseta e o suter pela cabea, fazendo uma confuso e 


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jogando-os no cho Quer v-lo, Brina?

 Ela assentiu e lhe tocou aonde aterrissaram suas mos. Suas 
coxas, cintura e duro ventre. Pequenos e escuros cachos 
cresciam em seu cabelo, pela linha do esterno at o umbigo. Com 
a dbil luz da habitao seus olhos pareciam mais brilhantes. 
Ardiam com paixo e ela sentiu que seu corao se acelerava. 

 Vamos jogar e ensinar a contar?

 Ele sacudiu sua cabea e baixou seu rosto para seu seio 
direito.

  Estamos jogando, eu te ensinarei o meu e voc me ensinar 
o teu  disse enquanto acariciava seu mamilo com a lngua at 
torn-lo duro, e ento olhou em seu rosto no mesmo momento em 
que sugava o molhado mamilo com a boca. 
Ela deslizou os dedos por seu cabelo, o prazer to delicioso 
de sua quente boca, fez-lhe arquear as costas sobre a cama. 
Percorreu com suas mos os lados de sua cintura, acima e abaixo, 
at onde podia alcanar. Estendeu seus dedos e com os polegares 
pressionou em sua ereo. Ele a beijou entre os seios, sua 
respirao entrecortada esquentava sua j ardente pele.

 Ele ficou de joelhos e o ar frio lhe roou os mamilos, 
enquanto lhe olhava o rosto e alcanou o primeiro boto que 
fechava sua Levis. Se apoiou sobre os cotovelos e pressionou at 
ficar sentada entre suas coxas. Enquanto lhe desabotoava os 
cinco botes se aproximou e lhe beijou no umbigo. 

 Thomas aspirou profundamente. Beijava-lhe a barriga e o 
fino pelo que ali se encontrava, e o elstico de sua cueca. 

 Li em alguma parte  lhe sussurrou enquanto suas mos 
entravam em seu jeans e roupa interior, que uma mulher nunca 
dever dar prazer oral a um homem no primeiro encontro  lhe 
agarrou fortemente e pressionou.

 Este no  nosso primeiro encontro  disse ele com a voz 
rasgada. 


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 Enganchou-lhe as calas e roupa interior com os dedos e a 
baixou lentamente pelas coxas. Brina ficou olhando, fascinada 
pelo pelo pbico que crescia denso em sua virilha. Seu pnis 
apontava para ela, grosso com flagrante desejo. Ela envolveu a 
mo em seu duro membro, acariciando a pele e sentindo o incrvel 
calor dele. 

 O artigo dizia que assustaria ao homem e ele no voltaria a 
te encontrar. Levantou o olhar para ele, e perguntou Est 
assustado? 

 S de que se v  disse movendo a cabea.

 Boa resposta  disse e baixou sua boca sobre ele. 

 Lambeu as gotas de smen que apareciam na ponta. Um 
desigual gemido lhe saiu da garganta enquanto ela abria a boca e 
lhe sugava para dentro. Sua lngua lambendo-o e torturando-o at 
que a separou dele. Sua respirao era pesada e dura, os olhos 
azuis escuros como duas rajas de desejo, tirou o seu jeans e as 
calas dela tambm ,at que os dois ficaram nus, com as duras 
pontas de seus peitos pressionando um sobre o outro. As pernas 
entrelaadas, sua boca alimentando-se da dela, os quentes corpos 
unidos pela paixo. Moveu sua mo pelo flanco e a deslizou entre 
suas pernas, seus dedos tocando a escorregadia pele. Brina 
gemeu em sua garganta.

 Que dizia o artigo sobre as mulheres? perguntou 
enquanto separava sua boca da sua As mulheres se assustam? 

 Levou-lhe um momento para compreender o que lhe estava 
perguntado. No queria chegar ao orgasmo desse modo. Queria 
chegar com ele dentro dela. Estava to perto agora mesmo, que 
apertou suas coxas ao redor da mo que lhe dava prazer para 
par-la.

 No o dizia. molhou os lbios. Pareciam inchados e sua voz 
soava como drogada.Faa-me amor.

 Alcanou sobre sua cabea a caixa de camisinhas e ps ao 
Thomas de costas. Enquanto ele olhava, ela estendeu o fino ltex 


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e o desenrolou sobre seu duro e grosso membro, at seu escuro 
cabelo pbico. De repente se encontrou com ele entre suas 
coxas, a cabea de seu pnis tocando a parte interna de sua coxa.

 Isto se pode se tornar violento lhe avisou enquanto 
entrava nela. 

 Ela no pde evitar soltar um suspiro de prazer no instante 
em que ele entrava mais profundamente nela.

 Thomas apoiou o peso sobre seus braos e segurou o rosto 
dela com as mos. Olhando-a profundamente aos olhos enquanto 
se movia nela, tocando e roando o ponto exato onde se centrava 
seu prazer, dentro e fora, deixando-a louca de necessidade por 
ele. Saindo lentamente e cravando-se profundamente. E com cada 
investida levando-a para o clmax e cada vez colocando-a mais 
perto da cabeceira da cama.

 Ela deslizou as mos pelos contornos de suas costas e as 
duras ndegas de seu traseiro. 

 Mais rpido  sussurrou contra sua boca. 

 Movia-se com ele, no mesmo ritmo em que ele investia com 
seu quadril, duro, profundo e rpido. Calor e desejo em sua pele, 
mesclando-se com seus nervos. Ela aproximou as mos de seu 
rosto e o olhou aos olhos. 

 Thomas  gemeu enquanto ele, entrava nela pressionando 
duramente Te amo  gemeu no momento em que um orgasmo a 
rasgava por dentro com um intenso prazer. 

 E ia se estendendo sobre ela, uma e outra vez, seu corpo se 
convulsionava ao redor do dele, enquanto entrava nela uma e 
outra vez. Ento notou como os dedos que tinha sobre seu rosto 
se fechavam e seu clmax lhe arrancava um profundo e primitivo 
gemido do peito que parecia durar para sempre. 

 Brina! disse com uma rasgada exalao enquanto seus 
quadris paravam-se. Olhou-a aos olhos, sua respirao era spera 
e penetrou nela uma ltima vez para ficar ali Est bem?  
perguntou. 


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 Estava mais que bem e sorriu. 

 Sim, estou excelente.

 Sim, est.  Beijou-lhe a testa e o nariz Alguma 
queimadura pela frico? 

 Elevou a cabea e se deu conta da proximidade da cabeceira. 

 No que eu saiba. 

 Olharei-o por ti em um minuto  disse enquanto se 
separava dela, volto em seguida. 

 Deixou-a e se foi ao banho. Brina se girou sobre seu 
estmago e pressionou sua bochecha sobre o frio tecido. Havia-
lhe dito que o amava. 

 Ele no havia dito nada. 

 Oua! disse da outra habitao Se tiver fome, podemos 
arrasar o bar. Est cheio com algumas coisas bastante boas.

 E o arrasaram. Comeram os biscoitinhos e o queijo e abriram 
uma pequena lata de presunto curado. Para a sobremesa tinham 
trufas e nozes de macadmia e chocolate coberto. 

 Fizeram amor no cho atrs do bar, e na jacuzzi enquanto a 
gua quente formava redemoinhos ao redor de seus corpos nus.

 Thomas nunca mencionou a palavra amor para se referir a ela, 
mas a tocava como se o fizesse. Secou-lhe a pele cuidadosamente 
com a toalha e lhe penteou o cabelo molhado.

 No, ele no mencionou a palavra, dizia coisas como sempre 
amei seu cabelo. Poderia fazer isto para sempre e eu adoraria 
que visse meu apartamento. Aspen  lindo 

 Ao redor das quatro da manh a acompanhou pelo corredor 
at seu quarto.

 Est segura de que no quer voltar para a cama comigo?  
perguntou-lhe enquanto lhe abria a porta Quero dormir contigo 

 abriu a porta e bocejou, s dormir, prometo-o. 
E despertar com o cabelo revolto e flego matutino. Nem 


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louca. 

 Me chame quando despertar  disse enquanto apoiava suas 
mos em seu peito e ficava nas pontas dos ps.

 Com o corao pulsando rapidamente em seu peito, enredou a 
mo ao redor de seu pescoo e lhe deu um beijo de boa noite. 

 Nunca havia se sentido como se sentia nesse momento. 
Excitada, eufrica, completamente feliz. Possivelmente porque 
nunca havia amado a um homem da maneira em que amava ao 
Thomas Mack. 

 Quando Brina despertou tarde pela manh, a luz do telefone 
piscava. Eram onze e meia e Thomas no tinha chamado. 
Provavelmente seguia dormindo. 

 Brina, sou Thomas. Aconteceu algo e tive que ir 
imediatamente. So seis e meia e no quis despertar, mas 
Escuta, vou conduzir diretamente a Denver e apanhar um avio 
para Palm Spring. No sei quando  soltou um suspiro, falarei 
contigo quando tiver a oportunidade. 

 Brina escutou a mensagem trs vezes mais, antes de 
pendurar o telefone. Foi-se. Simplesmente se foi. Foi sem chamar 
a sua porta e falar com ela. Foi sem mencionar quando lhe poderia 
voltar a ver. Foi sem lhe dizer que a queria ou lhe dar um beijo de 
despedida.

 Apartou-se o cabelo do rosto e vestiu o jeans. Chamou a 
recepo e perguntou se tinha alguma mensagem dele.

 No tinha. 

 Vestiu uma camiseta velha e o calado, pegou a chave e saiu 
ao corredor. A porta de Thomas estava aberta e o carro da 
limpeza estava l dentro. Os mveis tinham sido limpos, o tapete 
aspirado e o bar voltado a encher. 

 Aproximou-se da porta do quarto e se deteve. Duas mulheres 
da limpeza estavam trocando os lenis por outros novos.

 Todos os rastros dele tinham desaparecido. Suas roupas, os 


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lenis onde eles tinham dormido, as toalhas que tinha usado para 
sec-la.

 Uma das mulheres a olhou. 

 Posso-lhe ajudar? 

 No obrigadadisse Brina e se foi. 

 Ele realmente tinha ido embora e, foi s nesse momento que 
ela percebeu que estava contendo a respirao, esperando que 
fosse um engano e que ele estivesse justo ao final do corredor 
esperando-a. 

 Voltou para seu quarto e abriu a porta. Havia dito que ia voar 
de Denver ao Palm Springs. Ali era onde viviam seus avs. Algo 
ruim devia ter acontecido.

 Falarei contigo quando puder, havia dito. 

 Brina se sentou em um canto da cama e olhou  escura tela da 
televiso. Recordou quando o co do Thomas, Scooter, morreu, 
ele esteve estoico. No chorou, mesmo ela sabendo que ele queria 
faz-lo. Conteve-se com as suas bochechas vermelhas pelo 
esforo. No a tinha querido a seu lado e obviamente, tampouco a 
queria agora. Se o tivesse desejado, pelo menos teria deixado um 
nmero onde pudesse lhe encontrar. 

  obvio que poderia encontr-lo. Depois de tudo, isso era o 
que ela fazia para viver. Poderia descer e pedir a Mindy uma 
cpia de seus papis do registro. Mas ento Mindy saberia que 
no lhe tinha dado seu endereo ou seu nmero de telefone. Essa 
era uma humilhao a qual Brina preferia evitar. Estava 
desesperada para falar com ele, mas tinha seu orgulho. 

 Levou-lhe um dia para descobrir o endereo de Thomas em 
Aspen. Recordou parte da matrcula de seu jipe e contactou o 
departamento de veculos de motor do Colorado vrias vezes, 
antes de obter o que queria. Agora tudo o que precisava era seu 
nmero de telefone. Como ela vivia em Oregon, no podia, ir s 


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companhias telefnicas locais e escanear seus documentos. No 
conhecia ningum que trabalhasse para alguma companhia 
Telefnica em Aspen, teria que conseguir uma ordem judicial. 

 Assim voltou sua ateno em localizar a seus avs e deu 
certo. No s estavam na lista telefnica, mas tambm investigou 
os hospitais de Palm Springs e arredores e descobriu que o av 
de Thomas tinha sido levado para o hospital Rancho Mirage.

 Depois de trs dias, Brina tinha o endereo e o telefone, no 
s de seus avs, mas tambm dele. 

 Falarei contigo quando tiver a oportunidade, havia dito e ela 
comeava a acreditar que no o disse a srio. Estava se 
desfazendo dela.

 Tinha seu nmero de telefone em uma pasta em seu 
escritrio, junto a seus outros casos. Sentou-se na cadeira e 
olhou pela janela de seu escritrio para a rua de baixo. Estava 
chovendo, isso acaso era novo? 

 As gotas caam sobre o vidro e se deslizavam para o patamar 
abaixo de metal. Agora que tinha a informao que queria, estava 
reticente em us-la. Tinham passado trs dias e, Thomas ainda 
no tinha tentado entrar em contato com ela. Revisava a 
secretria eletrnica a cada meia hora e o fato de que ele no 
tivesse seu telefone no fazia com que ela deixasse de seguir 
comprovando. Deu ordem a sua secretria de que se um homem a 
chamasse, que passasse para ela imediatamente e cada vez que o 
telefone soava seu corao se acelerava, mas nunca era Thomas. 

 Brina tirou os sapatos de 13 centmetros e voltou para o 
escritrio. Abriu um relatrio sobre uns trabalhadores que 
estava investigando. S conseguiu ler dois pargrafos do 
relatrio quando sua mente voltou para o Thomas.

 Tinha medo. Estava mais assustada do que jamais tinha 
estado. E se ele no queria v-la ou falar com ela? E se no sentia 
nada por ela? Estava como em uma montanha russa de emoes. 


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Para cima e para baixo. Seu corao se acelerava com a 
lembrana de seus beijos, desacelerando quando pensava em no 
voltar a v-lo novamente. Suas emoes eram uma catica 
confuso e no sabia o que fazer. Por um segundo pensava em lhe 
chamar e ao seguinte se recordava a si mesma que ele havia dito 
que a chamaria quando tivesse oportunidade.

 Estava esperando que pudesse me ajudar  disse uma voz, 
surpreendendo-a e ela elevou a vista.

 Pouco a pouco fechou o relatrio e olhou aos azuis olhos de 
Thomas. S de v-lo, seu corao ameaava parar. Usava um 
terno e uma blusa preta de gola alta. Em suas mos tinha trs 
buqus de rosas. Casulos vermelhos, brancos e amarelos. 

 Te ajudar com o qu?  perguntou. 

 Ele entrou no escritrio e parou na frente da mesa. 

 Esperava que me ajudasse a encontrar algum. 

 A quem?

 Uma garota com a que me graduei no ensino mdio. Deixou-
me por um idiota, mas acredito que vou dar a ela outra 
oportunidade.

 Brina tentou no sorrir. Estava ali, em seu escritrio e tudo 
de repente parecia voltar a estar bem em sua vida. Seus olhos 
comearam a arder. 

 O que tem em mente?  legal?

 Provavelmente no em algum dos estados do sul. 

 Ela levantou e se aproximou dele.

 Como me encontrou? perguntou-lhe.

 Eu liguei para a Mindy Burton. 

 obvio.

 Como est seu av? 

 No muito bem  baixou o olhar a seus olhos, mas no 


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quero falar disso agora. Podemos falar mais tarde, se quiser. 
Agora quero falar de outra coisa mais importante. Quero falar 
sobre ns lhe deu as flores. A florista me disse que as 
vermelhas simbolizavam o amor passional, as brancas o amor puro 
e as amarelas a amizade. 

 Brina as levou ao nariz e as cheirou profundamente.

 So maravilhosas Thomaspiscou para sustentar suas 
lgrimas, obrigada. 

 Primeiro fomos amigos e depois amantes  disse Quero 
que continuemos sendo amigos e amantes.

 Brina deixou as flores na mesa e lhe abraou. 

 Eu tambm o quero.

 Recorda no sbado quando lhe disse que j no nos 
conhecamos mais? 

 Ela assentiu enterrando o rosto em seu peito. Respirando 
profundamente. Inalando o aroma do homem que amava com todo 
seu corao e sua alma. 

 Bem, isso no era verdade ento, e tampouco o  agora. 
Conheo-te, Brina. Sei quando est prestes a chorar e sei quando 
vai rir. O que te faz feliz, entristece-te ou te faz zangar. 
Passaram dez anos, mas te conheo  lhe beijou a cabea e 
senti falta de ti. 

 Eu tambm senti falta de vocdisse e se aproximou para 
lhe beijar a boca. 

 Ele moveu as mos a ambos os lados de sua cabea e 
sustentou seu rosto com suas palmas. Sustentando a dessa 
maneira. 

 Mas quero algo mais que amor e amizade  disse Tentei 
dizer a mim mesmo que no ia  reunio para ver-te, mas o fiz. 
Menti sobre isso, e menti um pouco sobre as rosas tambm. As 
rosas brancas no significam s o amor puro. Significam o amor 
puro no matrimnio. Olhou-a profundamente nos olhos e disse 


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Quero estar contigo para sempre. Amo-te.

 As lgrimas que tinha estado tratando de segurar se 
amontoaram junto s pestanas. 

 Eu tambm te amo.

 Limpou-lhe as lgrimas com os dedos.

 Isso  o que queria ouvir! 

 Eu disse que te amava na outra noite. Ouviu-me?

 Sim, olhou-a aos olhos e disse com um sorriso Mas 
estvamos fazendo amor e no sabia se o sentia, ou s se deixou 
levar. 

 Sentia-o.

 Lentamente baixou a cabea e pressionou sua boca com a 
dela. Um suave beijo de boas-vindas que durou trs segundos, 
antes de se tornar ardente e duro. Como se fosse para 
assegurar-se a si mesma, Brina percorreu com as mos seu corpo.

 Ele se afastou e respirou vrias vezes. 

 Minha vida  uma confuso agora. Meu av esta morrendo e 
no h nada que eu possa fazer, salvo estar a seu lado, e ver o 
que acontece. Tudo o que possuo est no Colorado. Estou vivendo 
com minha av em Palm Springs e agora mesmo no tenho 
trabalho. Tudo em minha vida nesse momento  incerto, menos o 
que sinto por ti.  o nico que tem sentido. Pode que soe um 
pouco estranho, mas lhe peo isso de toda forma, venha comigo. 

 Assombrada, Brina pronunciou. 

 Aonde?

 Por agora ao Palm Springs, depois quem sabe. Aonde queira. 

 Quando? 

 Agora mesmo. Hoje. Amanh. A semana que vem. O ms que 
vem. Quando queira e possa. Estou-te pedindo que se case 
comigo. Que esteja comigo agora e sempre. Sei que pode soar um 
pouco precipitado, uma deciso irracional, mas estive esperando 


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desde primeiro grau. 

 Brina sorriu. No tinha soado precipitado ou irracional, no 
para ela. 

Serei sua amiga, sua amante e sua mulher. Casaria-me 
contigo hoje. Amanh. A semana que vem. O ms que vem.  
Pressionou sua testa com a dela. Quero estar contigo agora e 
sempre. 



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